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26/05/2007 15:58

Zuleido se recusa a depor e continua preso

Alex Rodrigues/ABr

Brasília - O empresário Zuleido Veras, dono da Construtora Gautama, recusou-se a depor no Superior Tribunal de Justiça e vai continuar preso na carceragem da Superintendência da Polícia Federal, por determinação da ministra Eliana Calmon, responsável pelo inquérito dos acusados de corrupção presos pela Operação Navalha.

Zuleido é o terceiro investigado que se nega a prestar depoimento. Os outros foram dois sobrinhos do governador do Maranhão, Jackson Lago, liberados posteriormente por habeas corpus do Supremo Tribunal Federal (STF): Francisco de Paula Lima Junior e Alexandre Maia Lago.

Zuleido deveria ter prestado depoimento após uma parada para almoço, realizada depois que Maria de Fátima Palmeira, diretora comercial da Gautama, acabou de depor. Mas o empresário entrou na sala e saiu logoem seguida. Entrou no camburão da PF e seguiu para a prisão. Lá deverá ficar assim como Fátima, que recebeu ordem de permanecer presa até que o depoimento dele fosse encerrado.

Segundo as investigações da PF, Fátima era o braço direito de Zuleido, apontado como mentor do grupo acusado de fraudar licitações e desviar recursos públicos destinados a obras públicas e programas sociais como o Luz para Todos. Ambos foram presos no último dia 17, durante a Operação Navalha.

Zuleido seria o 39º dos 47 presos a prestar depoimento. Ainda faltam o filho dele, Rodolpho de Albuquerque Soares de Veras; o engenheiro e diretor da empresa Abelardo Sampaio Lopes Filho; o diretor financeiro Gil Jacó Carvalho Santos; Dimas Soares de Veras, que além de empregado da construtora é irmão de Zuleido; a secretária da Gautama, Tereza Freire Lima; o funcionário Henrique Garcia de Araújo, que, segundo a PF, administra uma fazenda usada para legalizar o dinheiro obtido com os delitos mediante a compra e venda de gado e de João Manoel Soares Barros, também funcionário da Gautama.

Até o momento, o único investigado preso que não foi ouvido é o deputado distrital Pedro Passos (PMDB), que obteve habeas corpus do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo a assessoria do STJ, até o momento, Passos não formalizou a intenção de depor. Ele deveria ter sido ouvido na última quarta-feira, mas foi solto na noite anterior por causa do habeas corpus, concedido pelo ministro Gilmar Mendes. No mesmo dia, a ministra Eliana Calmon retirou o nome do distrital da relação de depoentes por acreditar que, uma vez solto, ele não voltaria ao STJ para depor.

Mendes, que foi questionado por conceder liberdade a suspeitos presos pela PF, criticou durante a semana o vazamento de informações sigilosas da investigação. A afirmação do ministro foi feita após gravações divulgadas pela imprensa e possivelmente feitas pela Polícia Federal, em que aparece um nome igual ao dele. Não há detalhes confirmados sobre a gravação e se ele significa alguma linha de investigação. Segundo Mendes, isso seria uma tentativa de amedrontá-lo por conta dos julgamentos de habeas corpus relacionados à investigação.


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