Cassilândia, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

Últimas Notícias

18/05/2016 11:00

Terapia por ondas de choque é opção menos invasiva no tratamento de lesão

Portal Educação Física

Grande parte das lesões ocasionadas nos esportes são geradas por microtraumas de repetição e enquadram-se na categoria denominada “lesões por overuse”. Quando o indivíduo treina, existe sempre certo grau de destruição tecidual que, logo em seguida, durante o período regenerativo, é compensado por produção de matriz extracelular. Em outras palavras, durante o repouso, o organismo refaz os tecidos de maneira que se tornem mais fortes, preparando o corpo para o esporte que o atleta prática.

Para que este ciclo de destruição/reconstrução seja convertido em ganho de performance, deve haver um equilíbrio, o chamado em medicina esportiva de supercompensação. Porém, quando existe desequilíbrio, a destruição é maior e aumenta o risco de lesões. Sabe-se alguns tecidos do aparelho locomotor apresentam certa dificuldade de cicatrização, gerando lesões muitas vezes avasculares (com pouca circulação) e, portanto, com pouca resposta ao uso de anti-inflamatórios e recursos da fisioterapia.

Historicamente, existiu sempre um esforço muito grande da ciência em cicatrizar estas lesões para acelerar o retorno do indivíduo ao esporte. Podem ser usados procedimentos invasivos, como a tradicional infiltração com corticoides, e procedimentos cirúrgicos, alguns com excelentes resultados, outros discutidos pela literatura.

A partir da década de 90, o avanço tecnológico representado pelo tratamento por ondas de choque chegou à ortopedia. A ideia é estimular o processo de cura biológica em tendões, tecidos circunvizinhos e ossos. Apesar dos resultados extremamente favoráveis para a cura das lesões, existem controvérsias quanto ao mecanismo exato de seu funcionamento.

Há duas teorias básicas que explicam seu efeito benéfico no sistema musculoesquelético. Uma baseia-se em microlesões que as ondas provocam no tecido-alvo sem danificar os tecidos adjacentes. Estas microlesões seriam o estímulo inicial para o processo de reparação. A segunda teoria baseia-se na produção de óxido nítrico na área atingida pelas ondas de choque. Este óxido nítrico desencadeia uma reação enzimática que estimula o crescimento vascular na área atingida.

Na última década, sua utilização na medicina esportiva se popularizou por beneficiar os atletas que não melhoraram pela reabilitação tradicional, mas não querem se submeter a procedimentos invasivos ou possuem contra- indicação.

No Brasil, procedimento possui registro na ANVISA e tem indicação para fasceíte plantar com ou sem esporão, pseudoartrose (fraturas não consolidadas) ou retardo da consolidação, calcificações periarticulares dos ombros (tendinite calcária e epicondilite lateral e epicondilite medial umeral (cotovelo de tenista e golfista). As contraindicações incluem anormalidades na coagulação sanguínea (coagulopatias), gravidez, infecção aguda de tecido mole ou osso, arritmias cardíacas ou uso de marca-passo e epilepsia.

Os estudos publicados na última década apontam um índice de eficácia de 70% a 85% dos casos, incluindo alguns atletas que tiveram indicação prévia de tratamento cirúrgico. A terapia de ondas de choque, além de auxiliar na cura destas lesões crônicas por overuse, trouxe à comunidade cientifica mais conhecimento dos mecanismos biológicos de reparo tecidual e, sem dúvida, será sempre alvo de pesquisas.

Envie seu Comentário
Os comentários feitos no Cassilândia News são moderados. Antes de escrever, observe as regras e seja criterioso ao expressar sua opinião. Não serão publicados comentários nas seguintes situações:

1. Sem o remetente identificado com nome, sobrenome e e-mail válido. Codinomes não serão aceitos.
2. Que não tenham relação clara com o conteúdo noticiado.
3. Que tenham teor calunioso, difamatório, injurioso, racista, de incitação à violência ou a qualquer ilegalidade.
4. Que tenham conteúdo que possa ser interpretado como de caráter preconceituoso ou discriminatório a pessoa ou grupo de pessoas.
5. Que contenham linguagem grosseira, obscena e/ou pornográfica.
6. Que transpareçam cunho comercial ou ainda que sejam pertencentes a correntes de qualquer espécie.
7. Que tenham característica de prática de spam.

O Cassilândia News não se responsabiliza pelos comentários dos internautas e se reserva o direito de, a qualquer tempo, e a seu exclusivo critério, retirar qualquer comentário que possa ser considerado contrário às regras definidas acima.
Restamcaracteres.
 
imagem transparente
Últimas notícias
Scroller Top
Terça, 12 de Dezembro de 2017
Segunda, 11 de Dezembro de 2017
20:42
Loteria
10:00
Receita do dia
Scroller Bottom

  • Idalus Internet Solutions
  • TOP DataCenter e Internet
  • Disponível na AppStore
  • Disponível no Google Play
Rua Sebastião Leal, 845, CEP: 79.540-000, Cassilândia (MS)