Cassilândia, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

Últimas Notícias

07/03/2015 10:10

TCU aponta fragilidades no Programa Mais Médicos

Agência Brasil

Depois de auditoria operacional no Programa Mais Médicos, o Tribunal de Contas da União (TCU) identificou “fragilidades” no programa que manda médicos clinicarem em locais carentes enquanto fazem especialização em Saúde da Família. Segundo o ministro da Saúde, Arthur Chioro, as falhas apontadas eram “fruto do processo de implantação do programa”, e já foram solucionadas, contando com as contribuições do trabalho do tribunal.

Feito entre junho de 2013 – quando o programa foi lançado – e março de 2014, o levantamento identificou fragilidades na supervisão dos médicos integrantes do Mais Médicos, apontando que dos 13.790 médicos participantes, pelo menos 4.375 (31,73%) não tinham supervisores indicados no sistema informatizado do Ministério da Saúde. Essa tutoria é prevista na lei que criou o programa, uma vez que os profissionais faziam especialização, e muitos não tinham registro brasileiro.

Outra questão levantada pelo TCU foi a dificuldade dos médicos para o exercício das atividades profissionais. Segundo o tribunal, foram entrevistados 114 médicos e 35% deles relataram que em algum momento houve dificuldade de comunicação devido a barreiras linguísticas. Antes do lançamento da mais recente edição do programa, em janeiro de 2015, mais de 87% dos médicos do programa se formaram fora do país – 79% eram cubanos.

O levantamento também aponta que médicos formados fora do Brasil, que deveriam ter desempenho mínimo em avaliação para clinicar, começaram a trabalhar mesmo tendo obtido notas insuficientes, inclusive em tópicos relacionados à saúde.

Em entrevista à Agência Brasil, Chioro disse que o problema da falta de tutores foi corrigido, e aconteceu apenas no começo, por uma questão logística. Ele explicou que na implantação do programa, em um país de dimensões constinentais, com os 14.470 médicos sendo distribuídos em curtíssimo espaço de tempo, houve pequena falha, mas por volta de março/abril o problema foi resolvido.

Quanto à dificuldade de compreensão por parte dos médicos estrangeiros, o ministro disse que não existe e cita pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais apontando que 94% dos pacientes estão satisfeitos e não têm dificuldades de comunicação com os médicos.

Com relação à avaliação dos médicos, Chioro disse que foram contestados os dados apontados pelo TCU sobre insuficiência técnica na atuação dos médicos. Segundo o ministro, os médicos que não atingiram a nota mínima, inicialmente, fizeram curso intensivo e só começaram a trabalhar depois de nova avaliação.

Sobre a acusação de que médicos do programa estariam substituindo médicos concursados, Chioro disse que o governo está sendo muito criterioso neste aspecto, enviando médicos apenas para os municípios que já apontaram falta de profissionais em 2013 e para os que estão ampliando suas equipes. Dos 3.785 municípios cadastrados até dezembro no programa, dez foram descredenciados por não cumprirem as normas.

Segundo o Ministério da Saúde, em 3% dos 3.785 municípios do programa houve redução de médicos. Após notificação, os gestores justificaram situações de diminuição de profissionais, resolvidas em seguida, como casos em que havia mais de um médico por equipe, porque não tinha profissionais de 40 horas, bem como descumprimento de carga horária e saídas previstas por vencimento de contrato temporário.

“O programa é um grande sucesso. Claro que vai ter sempre problemas. Estamos falando de um país de dimensão continental, estamos lidando com mais de 4 mil municípios, que participam agora do programa, mas somos muito criteriosos no monitoramento, no acompanhamento dos municípios”, ressaltou.

A auditoria do TCU também fez elogios ao programa. Segundo o tribunal, houve aumento de 33% na média mensal de consultas na atenção básica e de 32% nas visitas domiciliares dos médicos.

O tribunal recomendou ao Ministério da Saúde que em 90 dias remeta plano de ação contendo cronograma de implementação de medidas corretivas com relação às fragilidades identificadas.

Envie seu Comentário
Os comentários feitos no Cassilândia News são moderados. Antes de escrever, observe as regras e seja criterioso ao expressar sua opinião. Não serão publicados comentários nas seguintes situações:

1. Sem o remetente identificado com nome, sobrenome e e-mail válido. Codinomes não serão aceitos.
2. Que não tenham relação clara com o conteúdo noticiado.
3. Que tenham teor calunioso, difamatório, injurioso, racista, de incitação à violência ou a qualquer ilegalidade.
4. Que tenham conteúdo que possa ser interpretado como de caráter preconceituoso ou discriminatório a pessoa ou grupo de pessoas.
5. Que contenham linguagem grosseira, obscena e/ou pornográfica.
6. Que transpareçam cunho comercial ou ainda que sejam pertencentes a correntes de qualquer espécie.
7. Que tenham característica de prática de spam.

O Cassilândia News não se responsabiliza pelos comentários dos internautas e se reserva o direito de, a qualquer tempo, e a seu exclusivo critério, retirar qualquer comentário que possa ser considerado contrário às regras definidas acima.
Restamcaracteres.
 
imagem transparente
Últimas notícias
Scroller Top
Segunda, 18 de Dezembro de 2017
Domingo, 17 de Dezembro de 2017
10:00
Receita do dia
Scroller Bottom

  • Idalus Internet Solutions
  • TOP DataCenter e Internet
  • Disponível na AppStore
  • Disponível no Google Play
Rua Sebastião Leal, 845, CEP: 79.540-000, Cassilândia (MS)