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02/09/2013 19:41

Setor de petróleo se prepara para nova onda exploratória

Brasil Econômico

Encerrado o período de quatro anos sem leilões de petróleo, empresas prestadoras de serviço para o setor começam a se preparar para uma nova onda exploratória no País, que terá início mês que vem, com a assinatura dos contratos da 11ª Rodada de Licitações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), realizada em maio.

O primeiro movimento beneficia empresas de pesquisa do subsolo, que terão acesso a um mercado de pelo menos R$ 6,9 bilhões, valor do investimento mínimo comprometido pelas petroleiras no leilão.

"Estamos mapeando as novas demandas relacionadas aos blocos adquiridos e recentemente abrimos uma filial e montamos uma base no nordeste em Catu, na Bahia, onde hoje opera uma equipe de aquisição sísmica (espécie de ultrassonografia do subsolo)", diz Marcos de Almeida, presidente da empresa de pesquisa GeoQuasar Geophysical Services.

Segundo Almeida, apesar do período de quatro anos sem leilões de blocos para exploração no país, a empresa vem crescendo mais de 1000% ao ano, fruto do aquecimento do mercado de compra e venda de direitos de concessão de blocos (conhecidos no mercado como farm in e farm out). "No Brasil, nos últimos anos, houve importantes compras de ativos de exploração e produção. Nesse processo, a petroleira que compra os ativos geralmente acaba solicitando mais sísmica", explica.

A GeoQuasar recentemente assinou um novo contrato de aquisição de sísmica para a HRT, após concluir outro projeto na bacia de Solimões. "Temos grandes expectativas com os novos leilões e desejamos captar uma participação maior de mercado nos próximos anos", diz Almeida.

Rubens Botteri, presidente da Tuscany Drilling no Brasil, empresa prestadora de serviços para Petrobras, Petrogal, OGX e HRT, também acredita na maior demanda a partir de 6 de agosto. "Estamos otimistas", diz. Para a Tuscany, porém, os contratos só começam a ser assinados a partir do próximo ano, já que os poços são perfurados apenas após a conclusão da pesquisa sísmica. Para Botteri, o Brasil não terá problemas em contratar serviços nesse novo período exploratório.

"Temos sondas ociosas no país e, se for preciso, podemos seguramente acionar outras sondas no exterior. Isso não será problema. Estamos preparados", afirma.

A projeção de investimentos de R$ 6,9 bilhões faz parte do Programa Exploratório Mínimo a ser cumprido pelas empresas vencedoras da 11ª Rodada. "Mas esses valores podem ser superados, de acordo com a estratégia de cada empresa", avalia Alfredo Renault, consultor no setor de petróleo e gás.

As petroleiras têm de 4 a 9 anos para concluir a exploração das concessões. Depois disso, decidem se dão continuidade ao investimento para produzir petróleo ou gás natural. "Quanto menor a fase exploratória, melhor, pois a empresa pode passar para a fase de desenvolvimento de produção", explica Renault.

Além dos contratos da 11ª Rodada, a indústria vislumbra negócios também com a área de Libra (que será licitada no primeiro leilão do pré-sal, em outubro) e com a 12ª Rodada de Licitações (prevista para o fim do ano). No caso de Libra, os vencedores terão que delimitar o tamanho da reserva, que é a maior descoberta de petróleo do país.

É consenso entre especialistas que bons resultados na fase exploratória ajudam a definir a capacidade de produção dos blocos. Fonte que prefere não ser identificada lembra o caso da OGX, que informou que pode parar a produção em Tubarão Azul em 2014. "A empresa provavelmente declarou comercialidade sem estudos exploratórios sólidos e consolidados. Daí, deu no que deu", diz.

Matéria do Brasil Econômico em 08/07/2013, assinada por Cassiano Viana

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