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10/01/2012 07:15

São Silvestre - Parte 1, por Bruna Girotto

Não poderia deixar de contar aos leitores do Cassilândia News como foi minha primeira experiência na Corrida de São Silvestre que ocorreu no último dia 31 em São Paulo (SP). Ao falar \\\'primeira experiência\\\', percebe-se que já estou animada para ir de novo no final de 2012.

Decidi dividir tudo em 4 textos. Hoje contarei a vocês como foram meus treinos, minha preparação até um dia antes da prova. Amanhã, descreverei desde o momento que acordei até a sensação de ficar 3 horas aguardando a largada no meio de quase 25 mil pessoas. Na quinta-feira será o dia de contar a todos como foi que percorri os 15 quilômetros. E, na sexta-feira, por fim, vocês saberão sobre a dispersão (onde peguei a medalha), como foi a volta para o hotel e a sensação do corpo após este dia de corrida.

Bom, eu decidi correr em 2009. O casamento estava chegando e resolvi aliar a corrida à vontade de perder peso para caber no vestido dos sonhos. Acho que todas as noivas têm essa neura. Minha primeira corrida de rua foi uma prova de 5km do Sesc em março de 2009 no bairro Coophatrabalho em Campo Grande (MS). Ali percebi que precisaria de uma equipe de profissionais para descobrir como melhorar o fôlego, as passadas e o tempo.

Foi quando entrei em um grupo de corrida chamado VO2. No primeiro dia, isso em abril de 2009, perguntaram-me qual seria a minha meta relacionada à corrida. Respondi, sem muita experiência no assunto, que desejava correr a São Silvestre. A partir dessa meta, que na época era mais um sonho, o professor traçou minhas planilhas de corridas.

Em outubro eu casei. Em janeiro de 2010 descobri que estava grávida do Miguel. Amante da corrida, queria aliar a gravidez a este exercício. Porém, uns sangramentos no início da gestação me afastaram deste desejo inicial. Depois dois três primeiros meses, com o risco menor de aborto, tentei voltar a correr. Ali já percebi que meu corpo já não estava mais 100%. Mesmo correndo com o frequencímetro, para não deixar que as batidas dos meu coração ficassem muito aceleradas, eu tinha muito medo de voltar a ter sangramento. Sabia que se algo acontecesse na gravidez, sentiria-me culpada. Decidi parar de correr. A médica aconselhou que eu fizesse caminhada ou hidroginástica. Não segui os conselhos, aposentei o tênis, não me exercitei corretamente e acabei engordando 25 quilos.

Dois meses após o nascimento do Miguel, com o aval médico, entrei na academia Well Fitness em Campo Grande (MS). Confesso que, até conhecer a Cinthia e o Thiago - meus professores da academia - eu não era muito fã de malhar. Entrei mesmo porque queria emagrecer e vi o anúncio em um site de compras coletivas. Acabei me apaixonando e os dois são muito responsáveis por isso.

Para que a agenda batesse com a do marido, e ele pudesse cuidar do Miguel, eu malhava das 21h às 22h. O último horário. Tinha dia que era terrível. Mas não desisti. Quando o Miguel completou 6 meses eu já havia eliminado os 25 quilos. Já sem risco de me lesionar pelo excesso de peso, comecei a focar novamente na corrida.

Aliei a academia e o grupo de corrida, e participei de três provas no segundo semestre de 2011. Duas provas de 5km (Corrida Noturna e Circuito da Caixa) e uma de 10km (Corrida dos Carteiros).

Um pouco antes da prova dos Carteiros, descobri que passaria o reveillon em São Paulo e poderia correr a São Silvestre. Nossa, aquele sonho de 2009 - depois de uma gravidez, de 25 quilos a mais e outros 25 quilos a menos - enfim seria realizado.

As planilhas ficaram cada semana mais difíceis. Passei a malhar 2 vezes por semana e correr 4 vezes. Com isso, perdi mais 2 quilos (agora, 27 a menos). O treino que mais detestava fazer era o seguinte: 1-1, 2-2, 3-3, 3-3, 2-2, 1-1. Não entenderam nada, né? Era feito na esteira. Era 1 minuto na velocidade 8,5 e 1 minuto na 9,5, 2 minutos na velocidade 8,5 e 2 minutos na 9,5, e assim, sucessivamente. Passei a malhar às 6h da manhã e confesso que detestava correr nesse horário. Mas, treino é treino e, para correr os 15 quilômetros da São Silvestre, temos de sermos rígidos conosco.

Dez dias antes da São Silvestre cheguei em Cassilândia (MS). Já com o ritmo de treino menos puxado, decidi correr pelas ruas da cidade. Recebi apoio do meu irmão Guilherme, que também correu a São Silvestre. Nas ruas, a eu encontrava de tudo. Carros que paravam, outros que quase passavam por cima. Pessoas que ajudavam com palavras, outras que te colocam para baixo. Teve um dia que três cachorros nos acompanharam por uns dois quilômetros. O dia mais emocionante foi quando corri os 15 quilômetros, dando 3 voltas no percurso da Corrida da Liberdade, que era realizada pela Fic.

Faltando 4 dias para a São Silvestre, parei todo o treino, porque o corpo pedia descanso. Um dia antes da prova, eu e o Guilherme chegamos, com a família, em São Paulo.

Primeiro, fomos a um hotel para que meu pai retirasse sua credencial de jornalista e pudesse acompanhar a prova ao lado de jornalistas de todo o Brasil. Lá, conheci atletas internacionais do pelotão de elite. Como diria minha mãe, a grossura da minha perna era o tamanho da cintura da corredora. Realmente, meu porte físico está longe de ser o adequado para este esporte. Mas, quem disse que corro pensando neste padrão?

Depois fomos retirar o kit da prova. A gente leva o boleto que comprova o pagamento da inscrição e, em troca, ganhamos a camiseta da prova, o número do peito e vários brindes dos patrocinadores como bolacha, café em pó, protetor solar, desodorante, entre outros.

Na véspera, evitei bebida com gás, para não dar aquela dor (tipo uma pontada) chata na barriga quando a gente corre, sabe? Tentei me hidratar e descansar o máximo para acordar 100% no dia da corrida.

Por hoje é só. Amanhã, conto como foi desde o momento que acordei, meu almoço minha chegada na avenida Paulista, que é o palco da largada, e as três longas horas de espera no meio da multidão.

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