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29/09/2003 17:05

Roberto Carvalho: um colecionador no voleibol

Agência Brasil

Dentro das quadras, ele não deixa os jogadores ficarem fora de forma, é um dos pilares da seleção brasileira juvenil masculina de vôlei, atual vice-campeã mundial. Fora delas, o preparador físico Roberto Carvalho tem uma mania que não tem nada a ver com preparação física. Ele é um aficionado em colecionar lembranças das competições de que participou. Sua maior conquista são as 87 camisas de jogos das mais variadas seleções possíveis. Ao todo, são 23 países representados na coleção de Roberto.

Mas quem pensa que Roberto, 44 anos, só coleciona camisas está enganado. Além das camisas de jogo, de treinos e de comissões técnicas, o preparador físico tem em sua galeria, agasalhos, calças, pins, flâmulas, revistas, bolsas, credenciais, fotos e objetos típicos de cada país por onde passou.

Essa paixão é antiga e caminha ao lado de Roberto desde a infância. “Tinha um sonho de garoto: colecionar camisas de futebol. Mas, quando comecei a trabalhar com voleibol este sonho se transformou e, a cada campeonato, trazia pelo menos uma camisa de outro país de recordação”, conta.

A primeira aventura de Roberto em busca de sua primeira recordação foi em 1985, ano em que começou a trabalhar na seleção juvenil masculina. “O Mundial foi na Itália. No começo, era muito tímido. Tanto que foi o francês que me chamou para trocar a minha primeira camisa. No final da competição, saí com duas camisas da França e uma da Itália”, lembrou Roberto.

Daí para a frente, Roberto virou um expert no “change”, como é conhecida a troca de camisas entre jogadores e comissão técnica após o término dos campeonatos. Quem já acompanhou um Mundial das categorias de base sabe que, depois da festa de encerramento, o hotel onde ficam hospedadas as seleções se transforma em um grande troca-troca.

“Depois do primeiro Mundial, fui me especializando. O change não é fácil, tem os seus macetes. Já saio do Brasil com um kit. Levo de tudo: as camisas velhas que guardei de outros anos, pins novos e antigos, bonés e camisas turísticas do Brasil. Estas últimas fazem o maior sucesso, todos gostam de ter uma camisa com o Cristo Redentor ou o Corcovado”, disse o preparador físico.

Com os truques aprendidos, Roberto lembra que o change também tem uma preparação. “Já no desfile de abertura do campeonato, observo quais os agasalhos mais bonitos e os mais diferentes para eu correr atrás”, disse o preparador físico, que já trabalha com o técnico Marcos Lerbach há 19 anos.

Quando questionado sobre a preferida, Roberto tem dúvidas. “Não tem a que mais gosto, mas existem algumas com histórias interessantes. Gosto muito desta azul do Japão. Em 85, eles nos venceram jogando com ela. Nunca tinha visto o time do Japão jogar de azul na minha vida e pensei: ‘esta eu quero e vou conseguir’. Em 91, em Portugal, no Mundial infanto-juvenil eles jogaram de novo de azul. Não perdi tempo. Cheguei ao hotel, vi o jogador japonês mais novo no corredor e troquei por dois shorts de treino usados e uma blusa de jogo de 84. Ele trocou e fiquei feliz. Mas, depois, ele quis desfazer a troca. O capitão do time bateu na porta do meu quarto atrás de mim. Pedi para o médico falar que não tinha ninguém. Foi uma confusão”, contou Roberto. “Agora, ela vale ouro. Já me ofereceram 100 dólares, mas não aceitei”, completou.

E o mercado das camisas tem sua cotação, como explica Roberto. “As do Brasil valem mais. Sendo campeão ou não, são sempre as mais procuradas. Não só as camisas, qualquer lembrança”, disse. E são pelas camisas brasileiras que Roberto tem mais carinho. “Em todos os Mundiais, quando ninguém me dá, sempre peço a um jogador uma para guardar de recordação. Estas não entram no change de maneira alguma. São todas guardadas como muito carinho”, disse Roberto, apontando para elas.

Roberto tem orgulho de cada camisa, pin ou recordação dos mundiais. Uma prova disso é que, na escola em que trabalha, já fez uma exposição das flâmulas e já pensa em organizar outra de camisas. “Não conheço ninguém no Brasil que tenha tantas camisas de voleibol. De futebol, sei que existe”, orgulha-se Roberto, que, ao encontrar uma bolsa com material de comissão técnica antigo, dispara. “Este já posso guardar para o próximo change”.

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