Cassilândia, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

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28/09/2004 15:24

Resumo de hoje da Paraolímpiada

Comitê Paraolímpico Brasileiro

A seleção brasileira de futebol de 5 (para cegos) vence os rivais argentinos, por 3 a 2, nos pênaltis. Severino Silva (8), o capitão Mizael Oliveira (10) e Damião Ramos (4) fizeram os três gols do Brasil. Silvio Velo (5) e Oscar Moreno (2) marcaram os dois da Argentina. O artilheiro da competição foi o jogador tupiniquim João Silva (9) com o mesmo número de gols de sua camisa.

Como não podia deixar de ser, a partida foi disputada até o último segundo do tempo regulamentar. O Brasil perdeu vários pênaltis e a Argentina teve mais chances para marcar. Na prorrogação, os brasileiros chutaram mais para o gol, com destaque para duas chances do artilheiro da competição, João Silva.

Na arquibancada, sem poder fazer barulho, a torcida era verde e amarela, até Clodoaldo “Recorde” da Silva estava lá para prestigiar seus compatriotas.



Ao término da vitória suada, o campo foi invadido por torcedores e representantes da delegação brasileira. Alberto Martins, chefe da delegação, emocionou-se com a última e dourada medalha do Brasil em Atenas: “terminar a paraolimpíada com esse ouro significa o coroamento de todo o sacrifício e todo o desgaste que a atual gestão do Comitê Paraolímpico Brasileiro-CPB sofreu. Com muita garra, nós conseguimos ótimos resultados”.



O coordenador do futebol de cinco, precursor da modalidade no Brasil, Mário Sérgio Fontes, não se continha em lágrimas: “a gente não podia perder de forma alguma”. O artilheiro da competição, João Silva, afirmou que venceu a melhor equipe e fez um pedido: “esperamos o reconhecimento das iniciativas privada e pública quando chegarmos no Brasil, mais do que já temos”.



A delegação brasileira deixa a Grécia com o número de medalhas 50% maior do que em Sydney-2000. Na Austrália, foram 22 medalhas (seis de ouro, dez de prata e seis de bronze). Em Atenas, o Brasil arrebatou 33 (14 de ouro, 12 de prata e sete de bronze). O Brasil termina a competição em 14º lugar geral e 3º melhor das Américas, ficando atrás apenas do Canadá e dos Estados Unidos*.O que era o início de uma longa caminhada de vitórias e divulgação, em Sydney, tornou-se o reconhecimento de atletas, que se tornaram ídolos, na Grécia. Trata-se de uma análise do maior recordista de medalhas de ouro da história paraolímpica brasileira, Clodoaldo Silva, “Recorde”da Silva, tubarão paraolímpico, Michael Phelps brasileiro ou simplesmente Clodoaldo do Brasil, como gosta de ser chamado. “A equipe brasileira mostrou que ter deficiência não significa ser incapaz”, afirmou o nadador, que terminou sua participação nesta Paraolimpíada com seis medalhas de ouro e uma de prata. “Será muito interessante se na próxima edição dos jogos o grupo aumente e as pessoas queiram ultrapassar nossos recordes”, disse Clodô. E como ninguém é de ferro, o ídolo brasileiro, assim que chegar em sua terra Natal, abraçará a família, os amigos e a namorada.



O presidente do Comitê Paraolímpico Brasileiro-CPB, Vital Severino Neto, está bem satisfeito com os resultados: “o ouro passou de 100% do que conseguimos em Sydney e pode chegar a 20% na prata. Aumentamos o número de atletas, então, seria mais que justo que aumentássemos o número de medalhas também”. Para a recepção do presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, Vital até queria levar o número 13 de medalhas de ouro, mas disse que Lula entenderia as 14 douradas.



Balanço de algumas modalidades – Na natação foram 11 medalhas (sete de ouro, três de prata e uma de bronze). Segundo Gustavo Abrantes, técnico nacional da modalidade, este resultado é fruto de um trabalho sério entre os técnicos nacionais, os técnicos de base, os atletas e a comissão de avaliação. No atletismo, tivemos cinco ouros, seis pratas e cinco bronzes. “Viemos com 17 atletas e nove ganharam medalhas. Todos vieram com condições de ganhar”, afirmou o coordenador da modalidade, Ciro Winckler. É importante lembrar que o CPB entregou uma carta ao Comitê Paraolímpico Internacional-IPC para solicitar alteração de algumas regras do atletismo, principalmente no que diz respeito ao sistema de pontuação da prova de lançamento de disco, em que Roseane dos Santos, a Rosinha, bateu o recorde mundial mas não medalhou. O judô terminou sua participação em 5º lugar geral (uma de ouro, duas de prata e uma de bronze) e ainda empatado com o Japão: “o judô paraolímpico é forte porque o judô nacional é forte. Um pré-requisito para ser um judoca é treinar com os olímpicos. O Antônio Tenório conseguiu um fato histórico para o Brasil, ser tricampeão paraolímpico na modalidade, algo apenas realizado por mais dois judocas no mundo”, disse o coordenador da modalidade, Walter Russo.



Planejamento estratégico do CPB – O presidente do CPB, Vital Severino Neto, anunciou hoje que os atletas paraolímpicos pertencentes à delegação brasileira continuarão recebendo a bolsa incentivo até 31/12/04. “Em outubro deste ano, fecharemos o planejamento estratégico para os próximos quatro anos. No ano que vem, após as eleições, quem estiver no comando do CPB terá disponível o planejamento. Mas sabemos que ainda é preciso melhorar a estrutura e trabalhar com novas fontes de financiamento”, disse Vital. Ele ainda afirmou que o CPB buscará o maior número de empresários, tentando aumentar as parcerias e trabalhar juntamente com o governo. “Esperamos que a parceria com as Loterias Caixa continue”, disse. E bons resultados demandam mais responsabilidade para o Brasil: “agora o trabalho é dobrado”, finalizou.




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