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06/05/2006 19:40

Quadrilha presa teria ramificação em Amambai(MS)

Shirley Prestes/Agência Brasil

Uma operação da Polícia Federal (PF) desarticulou o tráfico internacional de drogas no Rio Grande do Sul. O anuncio da prisão da "maior quadrilha de traficantes que operava no estado", segundo a PF, foi feito hoje (6), em Porto Alegre.

De acordo com o superintendente regional da PF, delegado José Francisco Mallmann, a operação Conexão Sul deteve 12 homens e apreendeu quatro veículos da quadrilha, que era responsável pela movimentação de R$ 2 milhões, com a distribuição de 200 quilos de cocaína pura.

O delegado informou que 100 agentes foram mobilizados para prender os principais integrantes da organização criminosa nas cidades gaúchas de Porto Alegre, Passo Fundo, Cachoeirinha, São Borja. A operação também foi realizada em Amambaí, no Mato Grosso do Sul, e em Londrina, no Paraná. "O líder do bando, que comandava o grupo baseado em Ciudad Del Este, no Paraguai, continua foragido e está sendo caçado pelos policiais brasileiros e paraguaios", disse.

A cocaína em forma de pasta vinha da Bolívia e da Colômbia para o Paraguai, onde era embarcada em pequenos aviões, passando ao Brasil, no Paraná, na divisa com Foz do Iguaçu. "Após um percurso terrestre, era embarcada em pequenos aviões, que, em vôos rasantes, lançavam a droga já embalada sobre fazendas e propriedades de São Borja, na fronteira do Rio Grande do Sul com a Argentina", informou Mallmann, acrescentando que a rede de distribuição incluía Passo Fundo, Porto Alegre e Florianópolis.

Segundo ele, além do Rio Grande do Sul e do Paraná, os traficantes atuavam no Mato Grosso do Sul e no Pará, remetendo a droga à Espanha por São Paulo e Rio de Janeiro. "Eles também tinham ramificações na Argentina e no Uruguai", explicou.

A quadrilha, acrescentou, atuava desde 2001, quando assumiu a rota de traficantes como Fernandinho Beira-Mar. A operação foi deflagrada na quinta-feira (4) prosseguirá neste final de semana. Ela começou há seis meses, mas as investigações iniciaram ainda em 2001. "Novas prisões poderão ocorrer", disse Mallmann.

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