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09/10/2008 07:55

Presidente do Equador decide expulsar a Odebrecht

Agência Brasil

Brasília - A construtora brasileira Odebrecht vai ter que deixar o Equador. O governo equatoriano rejeitou o acordo com a empreiteira e decidiu expulsá-la do país, informa a BBC Brasil.

"O presidente [Rafael Correa] tem cedido muito, mas definitivamente [a Odebrecht] não pode estar no país. Analisamos tudo e acreditamos que não é possível continuar com ela", afirmou hoje (8) o ministro de Setores Estratégicos, Galo Borja, logo depois de uma reunião com o presidente Rafael Correa.

De acordo com Borja, o governo também considerou outras falhas que a empresa teria cometido em projetos que ainda estão em andamento. O governo equatoriano reclama que a Odebrecht teria recebido verba antecipada para a obra da usina hidrelétrica Teoachi-Pilaton e até agora não fez nada.

Com a decisão, todos os contratos da construtora, que totalizam US$ 650 milhões, estão encerrados.

Procurada pela BBC Brasil, a assessoria de imprensa da empreiteira afirmou que a empresa não foi comunicada oficialmente, mas que "está disposta a acatar qualquer decisão do governo equatoriano".

Na semana passada, a construtora havia oferecido uma garantia de US$ 43 milhões que poderia ser transferida para o Estado para o pagamento de uma eventual multa, caso uma auditoria internacional responsabilizasse a construtora pelas falhas encontradas na usina hidrelétrica San Francisco.

A empresa também havia oferecido estender a garantia das obras por mais um ano e arcar com os custos de reparação das falhas da usina.

O impasse entre o governo equatoriano e a construtora começou no dia 23 de setembro, quando Correa assinou um decreto ordenando o embargo dos bens da Odebrecht, a militarização de todas as obras em andamento e proibição de que funcionários da empresa deixassem o país.

Com uma potência prevista de 230 megawatts e com capacidade para abastecer 12% da energia do país, a central San Francisco foi construída pelo Consórcio Odebrecht - Alstom - Vatech (empresas européias) e inaugurada em junho de 2007.

A partir de junho de 2008, a San Francisco começou a apresentar falhas e logo depois foi fechada, o que, de acordo com o governo equatoriano, coloca em risco o abastecimento do país e poderia ocasionar apagões de energia.




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