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29/01/2004 12:45

Policiais montam plano para investigar morte de fiscais

Juliana Andrade/ABr

Delegados e agentes da Polícia Federal, membros do Ministério Público e policiais civis e militares de Minas Gerais estão reunidos no Fórum de Justiça de Unaí, município do noroeste do estado, localizado a 140km de Brasília, para definir o plano de investigação sobre o assassinato de três auditores fiscais e de um motorista do ministério do Trabalho. Os fiscais Nelson José da Silva, João Batista Soares Lages, Eratóstenes de Almeida Gonçalves e o motorista Ailton Pereira de Oliveira foram mortos a tiros ontem (28) de manhã, enquanto faziam inspeções de rotina para identificar situações de trabalho irregular em fazendas da região.

Segundo o delegado da Polícia Federal Daniel Sampaio, um dos participantes da reunião, o primeiro passo é reunir todas as informações disponíveis sobre o assassinato. “Ainda é muito cedo para falar alguma coisa. Ainda estamos começando a reunir as informações”, disse o delegado por telefone à Agência Brasil.

A apuração do crime é prioridade para o governo federal. Ontem o presidente em exercício, José Alencar, determinou que fosse criada uma força-tarefa para investigar o assassinato dos três fiscais e do motorista. O grupo é composto pelas polícias Federal, Rodoviária Federal, Civil e Militar de Minas Gerais e pelo Ministério Público.

De acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria Especial de Direitos Humanos, não há ligação entre o crime e a ocorrência de trabalho escravo na região. Os fiscais, explicou a assessoria, fazem inspeções como a de ontem de forma rotineira para identificar qualquer tipo de irregularidade nas relações trabalhistas, como trabalhadores sem carteira assinada e situações de trabalho degradante.

Para a coordenadora nacional do Programa de Combate ao Trabalho Escravo no Brasil, da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Patrícia Audi, independentemente de se confirmar ou não a ligação do caso com a ocorrência de trabalho escravo, o crime é um “atentado ao Estado, aos direitos humanos e àqueles que defendem a democracia”.

Patrícia Audi disse ainda que o assassinato é uma tentativa inócua de reprimir a ação fiscalizatória do Estado. “Não acreditamos que esse crime venha de alguma forma inibir a atuação desses fiscais”, afirmou a coordenadora, elogiando a criação da força-tarefa para apurar o caso. A medida demonstra, no entendimento de Patrícia, o interesse do governo federal em desvendar o crime com a maior rapidez.

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