Cassilândia, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

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17/06/2008 20:06

PM anuncia sindicância para apurar confronto com índios

Marta Ferreira/Campo Grande News

Em nota à imprensa, a Sejusp (Secretaria de Justiça e Segurança Pública) de Mato Grosso do Sul informa que a PM (Polícia Militar) abriu sindicância sobre o confronto ocorrido nesta manhã em Miranda, durante despejo de indígenas da fazenda Boa Sorte. Ainda conforme a nota, vai ser aberto também um inquérito técnico para apurar o dano a uma das viaturas, que teria sido provocado pelos índios.

Na nota, a Sejusp justifica que os policiais usaram bombas de efeito moral e balas de borracha para regir ao ataque dos índios, quando do cumprimento da reintegração de posse. O texto confirma que foram presos quatro indígenas, e não cinco, como informado anteriormente.
Conforme a secretaria, foram apreendidos com os índios 9 facões, 2 machetes, 1 martelo e 3 arcos e flecha.

Ainda segundo o que a Sejusp divulgou, três policiais foram atingidos por pedradas. Houve também feridos entre os índios, em um número não estimado.

Confira a íntegra da nota.

Na data de 13 junho de 2008, a Dra. Wânia de Paula Arantes, Juíza de Direito da Comarca de Miranda, determinou a reintegração de posse da área denominada Sítio Boa Sorte, localizada a três quilômetros do perímetro urbano da cidade de Miranda-MS, local em que ocorrera uma invasão de indígenas em uma propriedade particular. No local (no momento da chegada da PM) havia uma concentração de aproximadamente 60 indígenas.
No dia de hoje (17/06) após as providências necessárias para o cumprimento da ordem judicial, o Comandante do 7º BPM realizou um contato com alguns indígenas que se apresentaram como lideranças. Foi esclarecido que se tratava do cumprimento do mandado de reintegração de posse apresentado pelo Oficial de Justiça e com o apoio da Polícia Militar.

Neste momento o grupo de indígenas (liderança) iniciaram atitudes de ameaça, manipulando arco e flecha, facões, lanças, pedaços de pau e pedras, deslocando contra a tropa da PM e o oficial de justiça que tentava uma negociação, visando a retirada dos invasores.

Devido aos fatos ocorridos no momento, a tropa avançou na tentativa de debelar o ataque indígena, tendo havido a necessidade da utilização do lançamento de granadas químicas e munição calibre 12 de elastômero (borracha com menor intensidade). Durante a investida foram presos os líderes da invasão que frontalmente desobedeceram, desacataram e ameaçaram o Grupo da PM.

Durante o confronto, a tropa da PM conseguiu retirar os invasores, cumprir o mandado judicial e prender a liderança do movimento.

Após, os indígenas recuaram até o assentamento indígena, posicionando–se exatamente atrás da cerca de arame de limite com a propriedade invadida. Os indígenas, mesmo em seu assentamento na linha limítrofe, continuavam a desacatar e incitar os demais indígenas a invadir novamente, neste momento, já havia no mínimo, o triplo do número de indígenas que tinha no início.

Durante o processo de retirada da tropa, os indígenas, agora em número muito superior ao inicial, seguiram o efetivo e a viatura que deslocava com os indígenas detidos, na tentativa de retirá-los a força.

Os ataques passaram a ser mais intensos com pedradas e arremessos de muitos objetos contra as viaturas e o pessoal da PM. Três viaturas foram alvejadas, que resultou na quebra de janelas e pára-brisa. Três policiais foram atingidos com pedradas sem maior gravidade. A utilização de munição de calibre 12 elastômero provocou ferimentos contra os invasores, não havendo a possibilidade de identificar ou contabilizar os feridos do grupo invasor.

Foram encaminhados quatro presos à delegacia de Polícia Civil de Miranda: Jaime de Almeida Filho de 41 anos de idade; Florindo da Silva Filho de 29 anos de idade; Ramona Quirino de 33 anos de idade e Norberto Lopes Xavier de 44 anos de idade. Foram apreendidos: 9 facões, 2 machetes, 1 martelo e 3 arcos e flecha.

O Comando Geral da PMMS determinou imediatamente a abertura de um Inquérito Técnico para apurar os danos causados ao patrimônio público (viaturas da PM) e uma sindicância para apurar os fatos.


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