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11/03/2015 09:00

Pesquisa mostra quanto tempo o jovem quer viver e o idoso chegar

Printec Comunicação - Assessoria
Dennis GiacomettiDennis Giacometti

Conduzida pela Zhuo Consultoria e Giacometti Comunicação com mais de mil entrevistados, a pesquisa “Longevidade” aponta que os jovens brasileiros, a despeito de várias correntes do conhecimento humano que mostram que logo será possível chegar aos 120 anos com mais qualidade de vida, não querem viver muito. Entre os entrevistados, apenas 13% dos brasileiros com idade entre 20 anos e 35 anos acreditam que vão viver mais que 90 anos. No Rio de Janeiro e no Recife, a vontade de viver é maior; em Porto Alegre, somente 21% dos jovens acreditam que chegarão tranquilamente aos 100 anos.

São Paulo, 11 de março de 2015 – A percepção da maior longevidade, cada vez mais constatada pela ciência, não faz parte do cotidiano dos jovens brasileiros. O imediatismo da sociedade excessivamente individualizada; a ausência de uma educação voltada para o autoconhecimento e baseada em estudos da filosofia, sociologia e psicologia – além da inexistência da Ágora, substituída pelos botecos e pelo Facebook – podem estar na raiz do problema, de acordo com a pesquisa Longevidade: a perspectiva da longevidade e o impacto na sociedade, conduzida pela Zhuo Consultoria e Giacometti Comunicação. Realizado em São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Porto Alegre, o estudo mostra que 39% dos jovens em idade entre 20 anos e 35 anos gostariam de viver entre 76 anos e 85 anos.

Segundo o coordenador e idealizador da pesquisa Dennis Giacometti, sócio-presidente da Giacometti Comunicação e da Zhuo – Gestão, Inovação e Estratégia de Marca, o estudo aponta que somente 13% dos entrevistados (idades entre 20 anos e 35 anos) acreditam que vão viver mais de 90 anos; entre esses , 40% têm conhecimento de que se capricharem poderão viver até os 120 anos com uma significativa qualidade de vida. “É importante ressaltar que os mais jovens em geral não estão conscientes de que – com os avanços da ciência e ao tomarem os cuidados necessários com a saúde e com o espírito – não só poderão viver mais mas com mais qualidade de vida. Ainda não caiu a ficha. Ao afirmarem que não querem chegar aos 100 anos, os jovens olham para o espelho retrovisor e levam em conta apenas a experiência dos avós, mais negativa”, avalia Dennis Giacometti. Com isso, os jovens perdem a oportunidade de se preparar melhor, hoje, para a nova realidade, cuidando mais da saúde, da atualização na área da educação e da evolução espiritual. “Alertar os jovens para essa nova realidade, que já faz parte de suas vidas, é uma forma de motivá-los a buscar a renovação constante”, destaca o executivo.

O estudo identifica diferenças regionais. Recife e Rio de Janeiro, cidades privilegiadas pela natureza e com estilo de vida e religiosidade diferentes do resto do país, têm resultados diferentes, mostrando que os mais jovens têm vontade de ter uma vida mais longeva. Em Porto Alegre, domina a visão racionalista da colonização europeia com somente 21% dos jovens acreditando que chegarão tranquilamente aos 100 anos”, avalia o executivo.

Giacometti analisa que enquanto o lado inconsciente do jovem inspira potência e inabalável força, o lado consciente impõe dúvidas sobre o futuro – sobretudo por se espelharem na idade dos avós. Quando perguntados se a idade especificada “é realmente a idade que você quer viver? Se SIM, por quê?”, 35% dos jovens entre 20 e 35 anos dizem que é porque é “o limite para não ficar dependente/para se manter ativo”. “Essa é a principal razão para a maioria, 39%, afirmar que quer viver de 76 a 85 anos. A segunda razão é acreditar que essa idade é o suficiente para ver os filhos/netos criados. Para a maioria, a faixa etária que vai de 76 a 85 anos é o limite para não ficar dependente e o suficiente para acompanhar as futuras gerações”, analisa Giacometti.

Na média geral – com entrevistados entre 20 anos e mais de 70 anos –, 41% gostariam de viver de 76 anos a 85 anos; 20% de 86 anos a 95 anos. No Recife está a maior média aspiracional do país – 52% dos recifenses querem viver entre 86 anos e 100 anos. Em São Paulo, 23% apontaram como ideal entre 66 anos e 75 anos; 42% de 76 anos a 85 anos. No Rio de Janeiro, 44% dos fluminenses querem viver entre 76 anos e 85 anos; 28%, de 86 anos a 95 anos. Em Porto Alegre, 42% querem viver de 76 anos a 85 anos. São Paulo e Porto Alegre apontam percentuais menores para a “idade que quer viver”: 42% dos entrevistados, nas duas cidades, querem viver entre 76 e 86 anos.

Principais destaques do recorte “Os jovens e a longevidade”
Quantos anos você gostaria de viver
Entre 20 anos e 35 anos

- 39% querem viver de 76 a 85 anos e 16% de 86 a 95 anos.

- Em São Paulo, 25% de 66 a 75 anos e 39% de 76 a 85 anos.

- No Rio de Janeiro, 46% querem viver de 76 a 85 anos e 23% de 86 a 95 anos.

- Em Recife, 38% querem viver de 76 a 85 anos e 43% de 86 a 100 anos.

- Em Porto Alegre, 25% querem viver de 66 a 75 anos e 39% de 76 a 85 anos.

Entre 36 anos e 55 anos

- 41% querem viver de 76 a 85 anos e 17% de 86 a 95 anos.

- Em São Paulo, 32% querem viver de 66 a 75 anos; 42% de 76 a 85 anos.

- No Rio de Janeiro, 46% (76 a 85 anos) e 26% (86 a 95 anos).

- Em Recife, 32% (76 a 85 anos) e 50% (86 a 100 anos).

- Em Porto Alegre, 32% (66 a 75 anos) e 42% (76 a 85 anos).

Entre 56 e 69 anos

- 42% querem viver de 76 a 85 anos e 21% de 86 a 95 anos.

- Em São Paulo, 14% (66 a 75 anos) e 46% (76 a 85 anos).

- No Rio de Janeiro, 42% e 31%, respectivamente 76/85 anos e 86/95 anos.

- Em Recife, 23% e 60%, de 76/85 anos e 86/100 anos.

- Em Porto Alegre, 14% e 46%, respectivamente 66/75 anos e 76/85 anos.

Aos 70 anos ou mais

- 32% querem viver de 76 a 85 anos e 34% de 86 a 95 anos.

- Destaque para Rio de Janeiro, 38% (76 a 85 anos) e 38% (86 e 95 anos) e Recife, 33% e 66%, respectivamente 76/85 anos e 76/100 anos.

Quantos anos você acha que vai viver?
- Na média geral a maioria dos entrevistados (40%) acredita que viverá de 76 anos a 85 anos; apenas 2% acreditam que viverão mais de 100 anos.

- A faixa etária dos mais jovens (entre 20 e 35 anos) em geral é menos crédula quanto à Longevidade, situando-se na média ou abaixo dela. A maioria dos entrevistados nessa faixa etária (39%) acha que viverá de 76 a 85 anos.

Entre 20 anos e 35 anos

- 39% acreditam que vão viver de 76 a 85 anos; 16% entre 86 e 95 anos; 11% de 96 a 100 anos e 2% mais de 100 anos.

Entre 36 anos e 55 anos

- 41% acreditam que viverão de 76 a 85 anos e 17% de 86 a 95 anos. Apenas 1% acredita que viverá mais de 100 anos.

Entre 56 e 69 anos

- 42% acreditam que vão viver de 76 a 85 anos e 21% de 86 a 95 anos. Apenas 3% acreditam que viverão mais de 100 anos.

Aos 70 anos ou mais

- 42% acreditam que vão viver entre 76 e 85 anos; 34% de 86 a 95 anos. Apenas 4% acreditam que viverão mais de 100 anos.

Estudo “Longevidade”

Diversas correntes do conhecimento humano – biotecnologia, neurotecnologia, nanotecnologia e medicina – mostram que uma criança nascida hoje pode viver até os 120 anos se tiver práticas saudáveis. Com esse ponto de partida, o estudo Longevidade: a perspectiva da longevidade e o impacto na sociedade buscou averiguar o grau de consciência dos brasileiros sobre o aumento da expectativa de vida e o impacto dessa perspectiva na vida do cidadão. Coordenado pelo arquiteto e publicitário Dennis Giacometti, o estudo avaliou a relação não apenas de idosos mas de jovens, com esse novo cenário trazido pela longevidade.

A pesquisa foi realizada em três fases. Na primeira, qualitativa, a equipe da Zhuo Consultoria e Giacometti Comunicação organizou dois grupos de diferentes áreas do conhecimento que debateram o tema “a nova longevidade”. O grupo foi composto por Carlos Frederico Lúcio, antropólogo; Dante Marcello Claramonte Gallian, historiador; Frank Usarski, cientista da religião; Jorge Feliz, economista político; Júlio César Pompeu, filósofo; Maria Lúcia Santaella Braga, semioticista; Pedro Luiz Ribeiro de Santi, psicanalista; Irene Gaeta Arcuri, psicóloga; João Toniolo Neto, geriatra; José Carlos Ferrigno, psicólogo; Júlio Sérgio Cardozo, contador e administrador; Roberto Carlos Burini, biomédico; e Shirlei Schnaider Borelli, dermatologista.

Na segunda fase, foram organizados seis minigrupos com pessoas de diferentes perfis da sociedade – homens e mulheres das classes A, B e C, com idades entre 20 anos e 60 anos – para pré-testar a estrutura de abordagem das questões referentes ao novo universo da longevidade. Na terceira fase e com todas as hipóteses em mãos, iniciou-se a pesquisa quantitativa em São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Recife, em uma amostra composta por mil casos. Participaram pessoas com idades entre 20 anos e 70 anos, das classes A, B e C. O Critério Brasil foi o adotado.

O estudo Longevidade: a perspectiva da longevidade e o impacto na sociedade teve início em 2013 e assume a proposta de atualizações periódicas. A nova edição foi concluída em novembro de 2014; ao longo de 2015 novos recortes serão divulgados à imprensa.

O estudo na íntegra pode ser solicitado pelo e-mail: betania.lins@printeccomunicacao.com.br

 

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