Cassilândia, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

Últimas Notícias

03/07/2008 19:10

Pesquisa confirma aumento do percentual de cesarianas

Ana Luiza Zenker /ABr

Brasília - Entre 1996 e 2006, o percentual de cesarianas realizadas no país passou de 36,4% para 44% do total de partos realizados, tanto no sistema público quanto no particular. Esse é um dos dados obtidos pela Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde da Criança e da Mulher (PNDS), divulgada hoje (3).

Os números confirmam o aumento do número de partos cirúrgicos em todo o país e são ainda mais altos nas Regiões Sudeste (52%) e Sul (51%), entre as mulheres brancas (49%) e com mais de 35 anos de idade (61%). De acordo com a pesquisa, que ouviu 15 mil mulheres em idade fértil (15 a 49 anos) entre novembro de 2006 e maio de 2007, entre as mulheres com mais de 12 anos de estudo e as que utilizam o sistema de saúde privado ou suplementar os percentuais alcançaram 83% e 81%, respectivamente.


Junto com a realização considerada rotineira da episiotomia (corte na região do períneo, entre a vagina e o ânus, para ampliar o canal de parto e evitar um rasgamento irregular na passagem do bebê, durante o parto normal), que chega a ser feita em 70,3% dos partos normais, a opção constante pela cesariana é vista, na pesquisa, como uma “prática claramente prejudicial ou ineficaz, que deve ser eliminada”.

Por outro lado, 98% dos partos realizados em todo o país nos cinco anos anteriores à entrevista tiveram assistência hospitalar. No Sistema Único de Saúde (SUS) foram realizados 76% dos partos, número que é maior na Região Nordeste (86%) e menor na Sudeste (70%). O principal diferencial para a opção pelo sistema público ou privado e suplementar é o nível de escolaridade. Este último sistema respondeu por 81% dos partos de mulheres com mais de 12 anos de estudo, enquanto o SUS realizou pelo menos 86% dos partos de mulheres com menos de nove anos de educação formal.

Outro dado considerado positivo é o alto índice de procedimentos assistidos por profissionais formalmente qualificados. A maioria dos partos (89%) foi assistida por médicos e 8,3% por enfermeiras.

No entanto, a pesquisa destaca que 8,4% das mulheres sem nenhuma escolaridade e 32% das que não realizaram pré-natal têm o parto em casa. De acordo com os pesquisadores, os dados “sugerem a presença de um contingente de mulheres absolutamente excluído da assistência à maternidade”.

Envie seu Comentário
Os comentários feitos no Cassilândia News são moderados. Antes de escrever, observe as regras e seja criterioso ao expressar sua opinião. Não serão publicados comentários nas seguintes situações:

1. Sem o remetente identificado com nome, sobrenome e e-mail válido. Codinomes não serão aceitos.
2. Que não tenham relação clara com o conteúdo noticiado.
3. Que tenham teor calunioso, difamatório, injurioso, racista, de incitação à violência ou a qualquer ilegalidade.
4. Que tenham conteúdo que possa ser interpretado como de caráter preconceituoso ou discriminatório a pessoa ou grupo de pessoas.
5. Que contenham linguagem grosseira, obscena e/ou pornográfica.
6. Que transpareçam cunho comercial ou ainda que sejam pertencentes a correntes de qualquer espécie.
7. Que tenham característica de prática de spam.

O Cassilândia News não se responsabiliza pelos comentários dos internautas e se reserva o direito de, a qualquer tempo, e a seu exclusivo critério, retirar qualquer comentário que possa ser considerado contrário às regras definidas acima.
Restamcaracteres.
 
imagem transparente
Últimas notícias
Scroller Top
Terça, 12 de Dezembro de 2017
Segunda, 11 de Dezembro de 2017
20:42
Loteria
10:00
Receita do dia
Domingo, 10 de Dezembro de 2017
10:00
Receita do dia
Scroller Bottom

  • Idalus Internet Solutions
  • TOP DataCenter e Internet
  • Disponível na AppStore
  • Disponível no Google Play
Rua Sebastião Leal, 845, CEP: 79.540-000, Cassilândia (MS)