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31/05/2007 16:26

Peritos do INSS param por 48h após morte de colega

Sandra Luz/Campo Grande News

Os médicos peritos das agências do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) Campo Grande e Três Lagoas cruzaram os braços em solidariedade ao médico José Rodrigues Souza, 60 anos, assassinado com um tiro na cabeça em Minas Gerais por um trabalhador que teve o pedido de aposentadoria negado. A paralisação dura 48 horas e tem como objetivo alertar o governo federal ao risco que a categoria corre. Esta é a segunda morte de peritos em Minas Gerais em menos de um ano em um setor onde a agressão praticamente integra a profissão, como avalia Eliane Araújo e Silva Félix, delegada da associação de peritos da agência de Campo Grande.

A rotina de agressões foi discutida em congresso nacional da categoria neste mês do qual o médico assassinado participou. No evento foi avaliado, ainda, o conjunto de medidas solicitadas para garantir a segurança dos 4,8 mil peritos do País quando houve a primeira morte em Minas. Hoje Campo Grande é um exemplo claro da falta de segurança. As salas são inadequadas e o volume é insuficiente para atender à demanda de perícias. “Temos apoio da gerência, mas a verba depende de Brasília”, explica Eliane Araújo.

Com a paralisação dos 65 médicos de Campo Grande ao menos 14 perícias diárias ficam suspensas. Nesse período, os médicos refletem sobre os riscos. Conforme a delegada, as agressões advêm da incompreensão sovre o cumprimento da legislação. Ela explica que os peritos avaliam a incapacidade para o trabalho e não a doença. “É avaliado o tipo de doença para o tipo de trabalho e o médico dá apenas um parecer técnico”, reforça.


Descontrole – O médico José Rodrigues de Souza, 60 anos, foi morto com um tiro na cabeça pelo auxiliar de serviços gerais desempregado Manoel de Rodrigues Andrade. Ele teve o pedido de aposentadoria negado pelo médico. Por conta do assassinato, a Federação dos Médicos Peritos vai pedir audiência com o ministro da Previdência Luiz Marinho para cobrar soluções.

Em setembro de 2006 a médica Maria Cristina Souza Felipe da Silva foi assassinada em Governador Valadares. A médica investigava um esquema de fraudes no setor de perícias do INSS e o principal suspeito é um colega de trabalho suspeito de integrar as irregularidades.

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