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16/03/2006 13:38

Mortes provocadas por raios dobraram no ano de 2005

Fernanda Mathias / Campo Grande News

O número de mortes provocadas por raios em Mato Grosso do Sul dobrou no ano passado em comparação aos registros no ano de 2004. Os dados constam no (Sistema de Informações sobre Mortalidade) da Secretaria de Estado de Saúde. Doze pessoas foram atingidas pelas descargas elétricas atmosféricas no ano passado contra seis no ano de 2004.

O coordenador da Defesa Civil em Mato Grosso do Sul, coronel João Alves Calixto, alerta a população do Estado de que é preciso se proteger corretamente quando começam as descargas atmosféricas. “É sabido que em Mato Grosso do Sul, devido à nossa posição geográfica, somos campeões em número de raios. Por isso é preciso que as pessoas evitem ficar expostas quando há chuvas e incidência de raios”, orienta.

Ele ilustra três situações comuns que acabam gerando alto risco às pessoas. Uma delas são os jogos de futebol, que muitas vezes não são cessados quando a chuva começa. Outra é a de campeiros, que logo que a água começa a cair saem a cavalo para recolher o gado, e a outra, ainda mais comum, é a busca de abrigo sob árvores. Calixto explica que os raios são atraídos pelos pontos mais altos. No caso de um campo aberto as pessoas serão os pára-raios, a mesma coisa ocorre quando o peão monta no cavalo para recolher o gado e com as pessoas buscam abrigo sob a copa de árvores. “Não se pode ficar visível”, afirma.

Na área urbana de Campo Grande, acredita Calixto, os pára-raios têm desenvolvido bem o papel de protetor, mas na periferia o risco ainda é grande, diante da falta do equipamento. Já o meteorologia Natálio Abraão, do Cemtec (Centro de Tecnologia do Tempo), observa que os pára-raios desenvolvem uma proteção muito pontual, formando uma espécie de cone ao seu redor. O ideal, defende, é que houvesse legislação que resguardasse a possibilidade de um circuito integrado, conectando um pára-raio ao outro e ampliando a área de proteção. “A melhor proteção que há é dentro dos carros, diria que eles oferecem 99% de proteção contra raios”, afirma o meteorologista.

Ele afirma que no País ocorrem 100 mortes por ano provocadas por raio e diz, considerando amostragem, que o número chega a 24 em Mato Grosso do Sul, embora os casos nem sempre sejam notificados às autoridades de saúde. “Só este ano já tivemos duas mortes por raio”, diz. A área rural de Campo Grande (especialmente seus distritos) é uma das mais problemáticas em termos de incidência de raios.

Mato Grosso do Sul ao lado do ABC paulista, onde há muitas fábricas e componentes estranhos na atmosfera, apresenta a maior incidência de raios no País, são 11 por quilômetro quadrado, contra 7 em outras regiões. A média de horas relâmpagos por mês é de 35 entre o período de pico (de outubro a março). Os relâmpagos são conseqüência dos raios e trovoadas, que se dão de uma nuvem para outra, de uma nuvem para a terra ou da terra para as nuvens.

As temperaturas elevadas e umidade alta são os fatores que conferem ao Estado as características para incidência elevada de raios. Nesse aspecto desempenha papel decisivo a localização geográfica de Mato Grosso do Sul, no meio da América do Sul, recebendo frentes frias e influência das áreas de instabilidade da Bolívia.

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