Cassilândia, Quinta-feira, 08 de Dezembro de 2016

Últimas Notícias

20/02/2014 07:35

Medo de perder faz muita gente virar “bonzinho” e trocar o não pelo sim

Elverson Cadoso, Campo Grande News

 

Sente dificuldade ou conhece alguém que sofre para dizer não? Aos olhos de quem passa longe desse problema, não ceder às pirraças do filho ou recusar o convite para aquela festa chata, por exemplo, pode parecer simples, mas, para muita gente, acredite, fazer isso é um verdadeiro desafio.

A secretária de 47 anos, que não quer ser identificada, sabe bem o que é isso. Ela já chegou a perder um final de semana todo só para ficar cuidando dos filhos do vizinho. “Às vezes a gente abre mão de alguma coisa nossa para ajudar os outros”, disse.

A mulher tem essa dificuldade desde que se entende por gente, mas diz que sofre só com os favores. “Quando posso ajudar eu ajudo”, comenta. O problema é que muita gente abusa. Não se contentam com as mãos. Querem os pés.

Mesmo tendo consciência disso, sabendo dos excessos, a secretária não consegue negar os pedidos de “ajuda”. “Às vezes dá vergonha, medo da reação da pessoa. De repente pode ficar com a cara fechada”.

Medo de perder - O “não”, para quem sofre desse "mal", chega a ser um sofrimento, explicou a psicóloga Adriane Cristina Lobo. Um sofrimento que, segundo ela, vem do medo de perder. Para essas pessoas, dizer não é realmente uma arte. “Significa fazer as próprias escolhas e, algumas vezes, desagradar os outros”.

O “sim”, nas relações sociais, sai na frente, mas, nos consultórios, a busca pelo “não” ganha em disparada. É comum, bastante frequente, os psicólogos se depararem com casos assim. O atendimento vai do ludoterápico, que é a psicoterapia infantil, até as sessões com adultos e casais, prosseguiu.

Nos casais, esclareceu, “isso reflete, muitas vezes, no silêncio da relação, nas brigas e na comunicação truncada pela dificuldade de expressar os sentimentos com clareza”.

Nas crianças, a dificuldade aparece com frequência, já que elas são, nas palavras da psicóloga, “o reflexo da cultura e da educação familiar”, onde se concentra nossas origens e desenvolvimento emocional, social e físico. A forma de cuidar, amar e estimular influencia, portanto, no comportamento do adolescente e adulto do futuro.


A psicóloga explica, ainda, que, em crianças cuja educação foi feita de maneira rígida, ou pior, indiferente, sem espaço para expressar seus sentimentos, emoções e desejos, o não provoca medo. A reação dos adultos é ameaçadora.

“Com o passar do tempo, a possibilidade de aprender e de se permitir dizer não sem sentir-se “malvado” vai se tornando mais difícil, visto que a espontaneidade da infância foi tolhida. A tendência é crescer sem o compromisso com as nossas próprias verdades e viver de uma forma que traga menos sofrimento”, explicou.

Essa dificuldade, acrescentou, é mais comum entre mulheres que já carregam, da infância à fase adulta, um histórico permeado por idealizações. Quando meninas, elas precisaram ser “boazinhas”. Quando adulta, tiveram, por muito tempo, que dizer sim em todas as relações, das familiares às sexuais.

A punição sempre esteve presente, por isso, afirmou Adriane, o aprendizado do não, no caso delas, tornou-se mais penoso e necessário, ao contrário dos meninos que “foram educados para discussões, brigas, embates, tendo, desde cedo, o direito de escolha a as possibilidades dos nãos”.

Mas é preciso considerar, ponderou a profissional, que o não, na infância, independente do gênero, tem como consequência as punições ou ridicularizações. “Tanto para menina ou menino, apresenta sequelas psíquicas e emocionais na fase adulta”, destacou.

E é na fase adulto que tudo se aflora. A boa notícia é isso pode ser identificado e resolvido. Tem tratamento. A psicoterapia é um caminho. “A maioria dessas situações pode ser trazida à consciência, descobertas, amadurecidas e transformadas”, disse. Ouvir e dizer não, completou, é entender que nem tudo é rejeição, mas, sim, escolha.

Adorei o texto, muita verdade quando se trata na vida de uma mulher. Com migo não foi diferente, só aprendi após ler bastante textos de auto ajuda.
Devemos cuidar para cada dia nossas vidas se torne melhor , para fazer a diferença no mundo.
 
ana karine em 26/08/2014 23:02:50
Envie seu Comentário
Os comentários feitos no Cassilândia News são moderados. Antes de escrever, observe as regras e seja criterioso ao expressar sua opinião. Não serão publicados comentários nas seguintes situações:

1. Sem o remetente identificado com nome, sobrenome e e-mail válido. Codinomes não serão aceitos.
2. Que não tenham relação clara com o conteúdo noticiado.
3. Que tenham teor calunioso, difamatório, injurioso, racista, de incitação à violência ou a qualquer ilegalidade.
4. Que tenham conteúdo que possa ser interpretado como de caráter preconceituoso ou discriminatório a pessoa ou grupo de pessoas.
5. Que contenham linguagem grosseira, obscena e/ou pornográfica.
6. Que transpareçam cunho comercial ou ainda que sejam pertencentes a correntes de qualquer espécie.
7. Que tenham característica de prática de spam.

O Cassilândia News não se responsabiliza pelos comentários dos internautas e se reserva o direito de, a qualquer tempo, e a seu exclusivo critério, retirar qualquer comentário que possa ser considerado contrário às regras definidas acima.
Restamcaracteres.
 
Últimas notícias
Scroller Top
Quinta, 08 de Dezembro de 2016
10:00
Receita do dia
09:00
Maternidade
Quarta, 07 de Dezembro de 2016
20:20
Loteria
10:00
Receita do dia
09:00
Maternidade
03:14
Loteria
Scroller Bottom

  • Idalus Internet Solutions
  • TOP DataCenter e Internet
  • Disponível na AppStore
  • Disponível no Google Play
Rua Sebastião Leal, 845, CEP: 79.540-000, Cassilândia (MS)