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19/04/2016 07:30

Medicamentos proibidos em alguns países ainda são vendidos no Brasil

180 Graus

 

Todos os países que apresentam um grau de desenvolvimento satisfatório, possuem órgão de controle de medicamentos, para que estes sejam comercializados de forma segura a sua população. No Brasil, temos a Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa. Na Europa, temos a European Medicines Agency – EMA e nos EUA, o FDA (Food and Drug Administration). Estas agência analisam novos produtos, registram e os liberam, ou não, a sua comercialização.

Os laboratórios farmacêuticos somente pode comercializar um produto em determinado país após a agencia reguladora local o liberar. Assim, sempre que um novo produto chega ao mercado, estas empresas entram com processos independentes em cada país, o que pode gerar avaliações diferentes. Ou seja, um medicamento proibido lá fora pode ser aprovado aqui, e vice-versa.

Esta possibilidade de controvérsias pode regar receio em muitos pacientes, porém, a Anvisa defende que a fiscalização ocorre de maneira eficaz no Brasil. Os medicamentos também podem ser ressubmetidos a novas análises e dependendo dos resultados, ter seu registros suspenso e a comercialização proibida, caso se detecte a possibilidade de causar problemas antes não detectados ou mensurados.

A coisa não é tão simples assim, pois suspeita-se que algumas reações adversas podem esta relacionadas com fatores muito específicos, tais como a constituição genéticas dos indivíduos, ou ainda, dos hábitos alimentares e costumes de cada país.

No Brasil, temos alguns medicamentos que possuem uma grande vendagem e que são proibidos em muitos países do mundo, vejamos os exemplos:

Dipirona, produzida por diversos laboratórios brasileiros. Há décadas proibida nos EUA (lá conhecida como metamizol), ainda é uma das substâncias medicamentosas mais vendidas no Brasil, fazendo parte da composição de diversos medicamentos para dor e febre. Para a FDA (Food and Drug Administration), a dipirona causa choques anafiláticos com mais frequência que o paracetamol e ainda pode causar anemia aplástica, que na maioria das vezes é letal. O caso é polêmico, e muitos alegam apenas interesse comercial, já que a dipirona foi criada na Alemanha (onde a venda é permitida) e o paracetamol é mais utilizado por empresas americanas.

Diane 35: Estrogênios e progestágenos para o tratamento do acne. Vendida com o nome comercial de Diane 35, pelo laboratório Bayer. Liberado para tratamento dermatológico do acne, mas largamente usado como pílula anticoncepcional. Na França, o mesmo foi proibido após mortes ligadas ao seu consumo, o que gerou um alerta nas autoridades brasileiras da Anvisa, que não o suspenderam, mas, passaram a monitorá-lo.

A sibutramina, produzida por vários laboratórios e farmácias de manipulação, é indicada para o tratamento da obesidade, a Anvisa tentou suspender o medicamento no Brasil, por suspeita de precipitar problemas cardíacos em pacientes predispostos. Isso porque estudos mostram que o uso da substância aumenta os riscos de doenças cardiovasculares e alterações no sistema nervoso central. Por conta desses riscos, a sibutramina já foi proibida em diversos países. No Brasil, ela pode ser comprada com receita médica e assinatura de um termo de responsabilidade. Por aqui, a Anvisa recuou após pressão de associações médicas e pacientes. Outros emagrecedores (a base de anfetaminas) já foram proibidos, e a sibutramina segue em observação.

Tratamentos oncológicos ou de alto custo:

Carboplatina + gencitabina, comercializado com o nome de Avastin e produzido pelo laboratório Roche. É um medicamento que reduz o crescimento de novos vasos sanguíneos. Ele é comumente usado como uma droga para tratar diferentes tipos de câncer. Nos Estados Unidos, a substância deixou de ser usada para o tratamento de câncer de mama, permanecendo aprovada para outros tumores, como o colorretal. Segundo as autoridades americanas, não havia evidência de que o Avastin aumentasse ou melhorasse a qualidade de vida dos pacientes. Por outro lado, efeitos como pressão alta e hemorragias ainda eram comuns nos usuários do medicamento. No Brasil e em diversos outros países, a droga permanece indicada para o tratamento de câncer de mama.

O hormônio é usado para tratar crianças com deficiência no crescimento. No Brasil, ele é usado em sua forma natural ou sintetizada, mas em países como Estados Unidos a versão natural é proibida por manter os possíveis danos colaterais (entre eles, prejudicar o sistema nervoso) sem necessariamente trazer os benefícios, já que ele pode não ser eficaz se houver algum problema na sua extração.

Fosfoetanolamida. Produzida pelo departamento de química da Universidade de São Paulo (USP). Não se trata sequer de um medicamento, com total ausência de controles de qualidade na produção e com diversos (4) contaminantes. Não possui registro na Anvisa ou qualquer órgão sanitário em torno do globo. Porém, de forma absurda e até mesmo criminosas foi liberado, não pelo órgão sanitário competente, mas, por pressão política ao Congresso Nacional Brasileiro, que aprovou a sua liberação para consumo por pacientes oncológicos, marcando o que consideramos um dos maiores retrocesso sanitários do Brasil.

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