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05/04/2010 18:32

Maior morcego das Américas é achado no Pantanal de MS

Danúbia Burema, Campo Grande News
Animal fará parte do acervo documental da Embrapa  DivulgaçãoAnimal fará parte do acervo documental da Embrapa Divulgação

Um exemplar do maior morcego das Américas, o morcego-fantasma-grande, Vampyrum spectrum, foi coletado pela primeira vez em Mato Grosso do Sul em fevereiro deste ano. A descoberta foi divulgada hoje e o animal fará parte da Coleção de Vertebrados da Embrapa Pantanal.

O animal foi encontrado pelo ecólogo Maurício Silveira, durante pesquisa sobre ocupação de habitats naturais e alterados por morcegos na fazenda Nhumirim, da Embrapa Pantanal.

É uma fêmea que pode pesar até 230 g e ter até 1m de envergadura. Ele servirá como documentação da distribuição geográfica do animal.

O espécime é carnívoro e se alimenta principalmente de aves, roedores e até de outros morcegos e jamais havia sido coletado no Estado, de acordo com o pesquisador.

“Esse foi o registro mais ao sul da presença deste animal, e representa uma ampliação da sua distribuição geográfica”, afirma Silveira sobre o animal que vive em uma área que vai do sul do México até o centro da América do Sul.

Para ele, a presença do morcego no Pantanal Sul pode ser um indicativo de boa qualidade ambiental, pois ele vive preferencialmente em ambientes florestais.

O registro mais próximo desta espécie ao Estado foi por volta de 1955, no Pantanal Norte, em Mato Grosso, conta o pesquisador Walfrido Tomás, da Embrapa.

“O novo registro revela que o ecossistema Pantanal tem influência biogeográfica de biomas mais florestais. Significa também que ainda conhecemos muito pouco da biodiversidade do Pantanal. Ainda há carência de inventários biológicos na região”, declara.

Ele ressalta que essa espécie, assim como as raras do topo da cadeia ecológica, geralmente são as primeiras a desaparecerem quando os habitats são alterados.

Estudo - Pela pesquisa do ecólogo já foram coletados 145 morcegos de 20 espécies na fazenda da Embrapa Pantanal. O trabalho deve continuar até outubro deste ano.

A captura dos animais é feita por meio de uma rede de neblina, armada no fim da tarde em um local chamado grade permanente, que permite monitorar a biodiversidade e os processos naturais, assim como as relações ecológicas.

Os estudos desenvolvidos por Silveira desde dezembro de 2009 na propriedade em Corumbá farão parte de sua dissertação de mestrado em ecologia da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul).


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