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12/01/2010 18:42

Luto pode facilitar aparecimento de doença coronariana

Agência Notisa

De acordo com pesquisa publicada no periódico Arquivos Brasileiros de Cardiologia, a vivência do luto pela perda de pessoas próximas pode ser indicativo de fator psicológico predisponente às manifestações da doença arterial coronariana (DAC) e também pode haver relação entre luto e depressão. O trabalho é da autoria de Rachel Jurkiewicz, médica do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná, e Bellkiss Wilma Romano, pós-graduanda do InCor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, e foi veiculado na edição de outubro de 2009.



De acordo com as autoras, para colheita de dados, foi realizado levantamento com 44 pacientes entre homens e mulheres, com idades de 18 a 65 anos, internados em razão de diagnóstico de infarto agudo do miocárdio ou angina. “Na ocasião da avaliação, encontravam-se internados para investigação, sem indicação de cirurgia até o momento, em leitos da unidade de internação de cardiologia, do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (UFPR)”, dizem. As pesquisadoras realizaram uma entrevista com os pacientes por meio de perguntas-chave, que incluiu perguntas como: "Aconteceu algo que modificou sua vida?" e "Aconteceu alguma perda que foi significativa, levando a mudanças em sua vida?". Uma das finalidades dessa entrevista foi, conforme explicam, “avaliar o estado de luto. Esse processo se deu pela identificação de evento(s) significativo(s) e também por meio de oito descritores do luto: tristeza, choro fácil, sentir falta do objeto perdido, sentimento de vazio, sentimento de culpa, isolamento, perda do interesse e inibição. Estes foram extraídos no decorrer da prática clínica e identificados durante o contato com o paciente, por meio de observação, ou emergiram no relato. Considerou-se estado de luto a presença de três desses descritores”.



Rachel e Bellkiss afirmam que todos os pacientes relataram a ocorrência de um evento significativo e que a variedade predominante entre os efeitos significativos foi “o evento ‘morte de familiar’ (47%) que somado ao evento ‘morte de pessoa próxima’ (13%) perfaz o total de 60%. O percentual do total de participantes que relataram morte de familiar ou pessoa próxima como evento significativo foi de 84,2%, tendo sido identificado estado de luto em 65,9% do total da amostra. Quanto ao número de mortes relatadas pelos participantes, considerando-se cinco categorias – nenhuma morte, 1 morte, 2 mortes, 3 mortes e 4 mortes –, observou-se que 100% daqueles que relataram 4 mortes encontram-se em estado de luto. Dos que relataram 2 mortes, 85,7% apresentam estado de luto. Daqueles que não relataram nenhuma morte, apenas 14,3% encontram-se em estado de luto”.



Elas também apontam que “de acordo com os resultados obtidos por meio do inventário de depressão de Beck, 68,3% apresentam depressão. Destes, 20,5% apresentam depressão leve a moderada, 36,4% depressão moderada a grave e 11,4% depressão grave”, o que permite lhes permitiu concluir que existe uma relação significativa entre o estado de luto e a depressão. Para as autoras, a categoria vivência de perdas pode ser indicativo de fator psicológico predisponente às manifestações de doença arterial coronariana, “o que vem a ser uma contribuição para a abordagem, o diagnóstico e a prevenção dos estados de depressão, abordados na literatura como fator associado às doenças cardiovasculares”. O artigo na íntegra pode ser lido em português no link http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0066-782X2009001000007&lng=en&nrm=iso&tlng=pt.



Agência Notisa (science journalism – jornalismo científico)

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