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01/04/2005 08:50

Luizinho Tenório mantém audiência sobre ponte

Jota Menon
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O deputado estadual Luizinho Tenório (PL) esteve reunido no último dia 21 com o coordenador do DNIT - Departamento Nacional de Infra-Estrutura e Transporte, engenheiro Marcelo Miranda Soares, para tratar da situação da Ponte Rodoferroviária Vicente Vuolo, localizada sobre o Rio Paraná, na divisa dos estados de Mato Grosso do Sul e São Paulo, interligando os municípios de Aparecida do Taboado (MS) e Rubinéia (SP).
O deputado Luizinho mostra-se preocupado com a situação de descaso em que se encontra a ponte, onde são claras as deficiências nos serviços de sinalização, de iluminação e de limpeza, fatores que colocam em risco a vida das pessoas trafegam pelo local. Diante dessa preocupação, o deputado Luizinho convocou uma audiência pública que será realizada no dia 27 de abril na Assembléia Legislativa para discutir o problema.
Vários prefeitos de Mato Grosso do Sul, São Paulo e Goiás, além do coordenador do DNIT, já confirmaram presença na audiência pública.

ABANDONO
“A obra foi inaugurada em maio de 1998, mas está totalmente abandonada. Nenhuma empresa pública ou privada faz qualquer tipo de serviço, seja ele de limpeza; manutenção da sinalização; troca de lâmpadas que se encontram quebradas e parte da fiação de cobre que foi roubada, conforme verificamos em visita feita no local”, denunciou o deputado.
O coordenador do DNIT no Estado, ex-governador Marcelo Miranda, afirmou que a empresa responsável pela construção da ponte não finalizou a obra e que também os serviços substanciais para seu funcionamento como são os casos do Centro de Controle Operacional, posto da Policia Rodoviária, estação meteorológica, balanças e baias de estacionamento, posto de serviço de ajuda e socorro ao usuário e posto de fiscalização fitossanitária não foram concluídos. “E o absurdo do descaso com o dinheiro público é o fato de a empresa não ter entregado a obra para o governo, abandonando o canteiro antes de sua conclusão”, comentou o engenheiro Marcelo Miranda.
O ex-governador afirmou também que foi feito um levantamento na ponte há alguns meses, o qual mostrou ser necessária a aplicação de recursos da ordem de R$ 23 milhões para a sua conclusão.

A AUDIÊNCIA
Durante a audiência convocada pelo deputado Luizinho que ocorrerá no próximo dia 27, será discutida com as autoridades competentes se já existe uma previsão para o inicio das obras de conclusão da Ponte Rodoferroviária Vicente Vuolo. No mesmo encontro, os participantes buscarão definir quem se responsabilizará pela sua manutenção, uma vez que o acesso à ponte é feito por rodovias secundárias. Não há acesso ao local por meio de rodovias federais. “Do lado sul-mato-grossense há é apenas um ramal da BR 158”, informou o diretor do DENIT.
O deputado Luizinho Tenório confirmou também que esteve também com o senador Delcídio do Amaral, líder do PT no Senado Federal, de quem ouviu o compromisso de participar da audiência no dia 27 de abril. Na próxima semana, o deputado e o senador deverão visitar o ministro dos Transportes para tratar dos serviços na ponte rodoferroviária que já têm recursos alocados no próprio Ministério.

PASSADO
A travessia do Rio Paraná sempre foi um problema para o escoamento de cargas e principalmente da produção agrícola e pecuária da região Centro-Oeste Brasileira, cujos produtores precisam atingir o litoral paulista e paranaense para embarcar as cargas nos portos de Santos (SP) e Paranaguá (PR).
Por muitos anos, transportadores e a sociedade como todo foram obrigados a fazer a travessia do rio por meio de "ferry-boats", as populares balsas. A inauguração da Ponte Rodoferroviária Vicente Vuolo facilitou o transporte rodoviário entre o Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais e as regiões litorâneas do país. Porém, o estado de abandono em que se encontra a ponte tem gerado preocupação nos habitantes das regiões beneficiadas com a obra concluída e inaugurada em 29 de maio de 1998.
A ponte, no ponto de vista do deputado Luizinho Tenório, representou e representa um marco nos transportes do Brasil, possuindo dupla utilidade: com a ferrovia correndo no patamar inferior e o tráfego de veículos em geral utilizando as quatro faixas de rolagens existentes no patamar superior. A ponte possui 2.600 metros de extensão somente sobre a água sem nenhuma manutenção e orientação de socorro para acidente.

EFEITOS DA MOBILIZAÇÃO
Segundo o deputado Luizinho, o assunto já chegou aos corredores de Brasília e várias autoridades já se mostraram interessadas nessa discussão, pois os meios de produção da Região Centro-Oeste não poderão num futuro próximo sofrer ondulações comerciais devido a falta de manutenção da ponte rodoferroviária.
Dentre as medidas já determinadas, destaca-se o anúncio da liberação de recursos para a manutenção da ponte. Luizinho Tenório, entretanto, entende que a manutenção da audiência pública marcada para o dia 27 é de suma importância, porque é costume no país o anúncio de recursos para determinadas obras e estes (o dinheiro) acabam demorando para ser liberados de fato. “Agora a luta, além de tornar públicos os problemas que se registram na ponte rodoferroviária, é para que a liberação dos recursos necessários às obras de manutenção não fique apenas no anúncio", disse o parlamentar

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