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27/01/2006 06:58

Língua portuguesa, inculta e bela, por Alcides Silva

Alcides Silva

Dúvidas do cotidiano
A linguagem oral exerce profunda influência no ato de escrever. Daí as dúvidas que nos surgem a todos os momentos. Vajamos algumas:
“Deixa eu ver” ou “deixe-me ver”
Os verbos bastar, deixar, faltar, fazer, mandar, ouvir, restar ou sentir quando acompanhados de infinitivos não admitem pronome do caso reto (eu, tu, ele, etc.), mas somente os oblíquos (me, mim, te, ti, o, a, lhe, etc.). Como a forma verbal expressa um pedido ou uma ordem, o modo é o imperativo afirmativo e o correto é deixe-me ver.
O imperativo afirmativo é formado da seguinte maneira: não existe a primeira pessoa do singular, porque ninguém dá uma ordem ou faz um pedido a si mesmo: as segundas pessoas são as mesmas do presente do indicativo, suprimindo-se apenas o “s” final, as demais pessoas são as mesmas do presente do subjuntivo; o imperativo negativo é inteiramente formado pelo presente do subjuntivo, antecedido pelo advérbio “não”:
Presente do Presente do Imperativo Imperativo

Indicativo subjuntivo afirmativo negativo
deixo deixe -- --
deixas deixes deixa não deixes
deixa deixe deixe não deixe
deixamos deixemos deixemos não deixemos
deixais deixeis deixai não deixeis
deixam deixem deixem não deixem
-“Não deixe o samba morrer/ Não deixe o samba acabar/ O morro foi feito de samba / De samba pra gente sambar” (samba de Édson e Aloísio, extraordinariamente interpretado por Alcione).

“Em princípio” ou “a princípio”
O emprego das preposições não é arbitrário. Se eu disser “Em princípio sou contra a pena de morte” estarei exprimindo uma posição filosófica, religiosa, definitiva. Todavia, se disser “A princípio sou contra a pena de morte” estarei me referindo a uma posição momentânea, mutável.
Em princípio pode ser substituído pelas locuções “em tese”, “em teoria”; a princípio, pela expressão “num primeiro momento”.

“Ao invés de” ou “em vez de”
Ao invés de significa “ao contrário de”; “em vez de”, “em lugar de”. “Invés” é o oposto, o avesso, o contrário: “Dei-lhe uma boneca e ao invés de agarrá-la, jogou-a ao chão”. “Em vez de” indica substituição ou troca: “Em vez de ir à aula, foi ao cinema”. Observação muito importante: nunca escreva ao envez de. Essa palavra não existe.

De modo que
O correto é de modo que, de forma que, de maneira que” e não ‘de modos que’, ‘de formas que’ ou ‘de maneiras que’.

Porventura
É sinômimo de acaso e escrito numa palavra só. “Por ventura” não existe.

Nada a ver
“Nada haver” não existe. O correto, pois, é “nada a ver”.

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