Cassilândia, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

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05/04/2012 11:03

Leia Amplavisão, por Manoel Afonso

Manoel Afonso

DAGOBERTO As suas pegadas deixadas nos últimos dias indicam que deve aceitar a proposta do PMDB. O PT joga a última cartada, mas o ex-deputado sabe: se perder mais uma eleição sua carreira estará encerrada. Em política é assim.

REPETECO Não é fácil administrar as mesmas pretensões eleitorais quando se tenta formatar um bloco interpartidário. Afinal, todos candidatos se julgam com chances e lutam até o final para ser o cabeça de chapa. Certo?

NA PRATICA esses ‘casamentos de conveniência’ não funcionam por razões diversas. Um candidato se julga discriminado no horário eleitoral, outro alega falta de repasse de verba/material e assim por diante. As diferenças afloram.

ALIANÇAS políticas exigem acima de tudo desprendimento. Mas pergunto: quando se lida com poder isso existe? Ora bolas! No cenário político não há espaço para filósofos e bons samaritanos. Esqueçam as frases de efeito. Tudo fachada.

NOTÍCIAS Cuidado com elas na avaliação política. Nem sempre espelham o que se passa nos bastidores. Quem frequenta esses espaços sabe: entre a realidade e a ‘fantasia noticiosa’ há uma diferença quilométrica devido aos interesses.

DESAVISADOS... e demagogos ‘travestidos de falsos moralistas’ apregoam que essas eleições municipais no Brasil possam ser uma espécie de divisor de águas para uma nova era da vida pública-partidária. Tenho dúvidas.

BALELA Nas eleições municipais não existe o debate doutrinário e ideológico. A tentativa de popularizar essas questões não rende votos; o eleitor não está interessado neste tipo de assunto. Aliás, a maioria nem entende.

A CRUZADA moralista tendo como estandarte a tão discutida Lei da Ficha Limpa, também não deve funcionar. Existem várias brechas e dúvidas entre os juristas, o que deve congestionar os julgamentos de impugnações na justiça.

PALANQUE prefeitural discute o currículo dos candidatos e a capacidade dos mesmos em solucionar os problemas do dia a dia da comunidade: a sonhada praça, o esgoto a céu aberto insuportável, a creche prometida e assim por diante.

MESMO nas capitais o discurso deve seguir esse rumo. Referências à Ditadura, Lei da Anistia, Tortura, etc e tal interessam à quem? Se o pessoal nem lembra mais do Collor, imagine insistir nesses assuntos anteriores. Não cola.

O ELEITOR vive muito o presente, é pragmático e imediatista em suas pretensões. No seu universo não existe diferença entre os políticos liberais/comunistas/ socialistas. Tem pré-conceito um tanto cético das propostas dos políticos.

O FILÃO Imagine as consequências do fim do voto do analfabeto e a desobrigação do exercício do voto! Seriam danosas aos que se beneficiam do eleitor pobre/clientelista, de fácil manipulação através dos meios já conhecidos.

MORALIZAÇÃO Salvo onde o fenômeno rendeu escândalos na mídia, com cassação de prefeitos ou vereadores, essa bandeira deve ser substituída por propostas palpáveis, vindas de gente reconhecidamente como capacitadas.

A PROPÓSITO Dourados apresenta um quadro ‘sui generis’, onde rivais depuseram as armas – temporariamente - e agora voltam a se digladiar. Imagino que Artuzi deva continuar ‘sacrificado’ em nome da ‘purificação da cidade’.

MEMÓRIA Alguém ouviu discursos de Dilma e Serra contra a corrupção ou pregando a moralização? Se poucos partidos não estão contaminados com casos graves, ambos os lados adotaram a retórica, menos moralista e mais progressista.

‘INIBIÇÃO’ parecida já se nota na sucessão da capital. Os pré-candidatos seguem a mesma retórica: ao invés da exploração de denúncias, focarão a solução dos problemas da comunidade, o que chamam de campanha propositiva.

DEPUTADO Tetila, com base no livro “O Patrimônio de São Carlos”, de Nilson Britez (militar reformado) questionará em Brasília o ‘desaparecimento’ deste povoado no município de Bela Vista e pedirá devolução das terras.

O LIVRO é completo: traz mapas inclusive localizando o patrimônio, às margens do rio Apa, com área definida de mil hectares, distante 28 kms de Caracól. Em 1954 moravam lá 200 pessoas e existiam 34 moradias e uma escola.

ABSURDO Sob o argumento da defesa do território nacional e que a área era devoluta, o Exército apropriou-se da mesma, enxotando os moradores. Em 1980 foi despejado a última família, sem direito a defesa e qualquer indenização.

CONTRADIÇÃO Hoje os descendentes dos moradores vivem nas periferias de Bela Vista e Caracól, trabalhando como peões. Enquanto isso, tal área incorporada ao Exercito, serve de pastagens aos fazendeiros da região.

TETILA está inconformado. A ação do Exercito foi arbitrária: os moradores tinham a posse da posse reconhecida pelos fazendeiros vizinhos. O povoado era servido por uma linha de ônibus e tinha inclusive destacamento da Polícia Militar.

O RELATO da violência do Exercito contra os moradores na efetivação do despejo emociona os leitores. É de se questionar: é justo que essa situação se perpetualize? O Exercito precisa dessas terras? Afinal, a Ditadura acabou!

DANTE FILHO: “Pesquisas são manipuladas ao gosto do poder, principalmente quando a situação está remediada como no momento; boa empregabilidade, consumo em níveis estáveis, inflação em baixa e oposição manietada.”

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