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25/08/2006 14:25

Leia a Coluna Ampla Visão, por Manoel Afonso

Coluna Amplavisão 492

PESQUISAS. Elas existem às pampas por aí, usadas internamente pelas coligações e partidos. As variações ocorrem devido as regiões pesquisadas, mas vinte cadeiras já tem seus titulares praticamente definidos.

A CAMPANHA ajuda quem já tem visibilidade. Os atuais deputados têm vantagem, mas poucos a certeza de vitória. No saguão da Assembléia, os filósofos de plantão falam das chances deste e daquele deputado.

1-FUTURO. Quem comandará a Assembléia? A velha fraternidade vai superar as divergências partidárias? Previsão: a autonomia da Casa sobreviverá, mais uma vez, ao risco de ser tornar um anexo do Executivo.

2-FUTURO. Os mais velhos se lembram dos rumores antes da posse dos governadores anteriores. No primeiro mandato de Wilson, por exemplo, o presidente da Casa não foi o preferido do governador, apesar da pressão.

3-FUTURO. Teses diversas pululam em época de campanha eleitoral. Uma delas seria o corte no repasse aos demais Poderes. Mas convém lembrar que o duodécimo de 2.007 já consta da Lei de Diretrizes Orçamentárias.

4-FUTURO. Ex-deputados e velhos observadores acham que qualquer governador deva tratar a Assembléia e a Secretaria de Fazenda como duas instituições especiais, usando de tato e evitando crises desgastantes.

5-FUTURO. Governar é somar, jamais dividir criando arestas com outros Poderes. Claro: o Executivo quer maioria na Assembléia, mas isso não é assunto de palanque. É sim fruto de negociação, de articulação.

LONDRES. Seus movimentos sinalizam uma impressionante motivação na campanha.
Viaja, telefona, usa a internet, faz visitas e preside reuniões familiares e de bairros. Ao seu lado fieis companheiros de batalhas.

LIBERAIS. O entusiasmo de Londres contagiou os seus companheiros do PL. Tenho conversado com a maioria dos postulantes à Assembléia e percebi isso. Experientes e articulados, sabem como e onde agir.

CARAS-DE-PAU. A telinha está cheia deles. O telespectador não sabe se chora ou se ri. Os partidos são os grandes responsáveis pela avalanche de bobagens. Depois ainda perguntam: “porque o eleitor está apático”?

CONSELHOS. O povo prefere mentiras leves, de futuro risonho, do que verdades duras que importem em mais sacrifício. O eleitor é pragmático, avesso às explicações racionais e filosofias. Quer os resultados hoje!





COLLOR seduziu os descamisados! Agora Lula convence a pobreza de que ela terá
comida na mesa e grana na conta. Fala o que os 44 milhões de beneficiados do “Bolsa Família” desejam ouvir e ponto final.

DEU XABU. Que falta faz a frieza do Duda Mendonça e Nizan Guanaes na campanha do Alckmin, que se prima pela mesmice. Terminado o programa ninguém se lembra de uma frase de efeito ou de uma música.

ABANDONADO. Os parceiros de Alckmin no Estado estão é cuidando da vida deles. A euforia inicial esvaiu-se. Nos adesivos, carros ,palanques, rádio e televisão Alckmin raramente é lembrado. Já vi esse filme...

NO CENÁRIO nacional MS. não existe. Não tem voto e só 1% do PIB. Tudo bem! A falta de postura política, também como essa, é que nos faz inexpressivos lá em cima, onde perdemos para os nanicos nordestinos.

À PROPÓSITO. Nossos dois senadores opositores ao Planalto parecem distantes. Não se ouve deles pronunciamentos contundentes. Juvêncio quer migrar para a Assembléia e Ramez preocupado com a própria saúde.

1-ZECA. A nomeação para um ministério qualquer, antes da posse do sucessor, garantiria foro privilegiado no futuro. Aliás, crescem os comentários neste sentido, onde o Juiz Federal Odilon é personagem muito citado.

2-ZECA. Terá problemas para fincar o José Ricardo (Fazenda) no T. Contas. Raufi quer
também ser premiado. Os irônicos dizem que se derrotado, João Grandão iria para a Funasa. E tem mais pretendentes na fila.

O FANTASMA. O fim da reeleição vem? Se ocorrer, muda o quadro da noite para o dia. Vencendo, André teria que optar pelo Senado, abrindo espaço para Nelsinho, seu sucessor e dono de grande cacife eleitoral.

E MAIS...Delcídio, Zeca, Moka, Dagoberto e Simone também estariam na disputa pelas duas vagas do Senado. E pode complicar ainda mais com as novas regras da reforma eleitoral. É bom ir pensando nisso.

VENDETTA? Claro que André não pensa em desforra, mas é sempre bom lembrar que ele admira muito o ex-presidente Jhonn Kennedy, autor da frase: “Perdoe seus inimigos. Mas não esqueça os nomes deles”.

DELCÍDIO. Mesmo sem chances, não baixa o nível, preservando a imagem e evitando arestas. Quer consolidar seu próprio espaço livrando-se de Zeca inclusive. Se continua ou não no PT só o tempo vai dizer.












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