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03/12/2009 12:24

Juiz aceita denúncia contra jornalista que matou menino

Campo Grande News/ Nadyenka Castro

O juiz Carlos Alberto Garcete, da 1ª Vara do Tribunal do Júri, aceitou a denúncia do MPE (Ministério Público Estadual) contra o jornalista Agnaldo Ferreira Gonçalves. O jornalista confessou ter matado o menino Rogério Mendonça, dois anos, após uma briga de trânsito no dia 18 de novembro deste ano, em Campo Grande.

A denúncia da promotora de Justiça Luciana do Amaral Rabelo Nagib Jorge, foi protocolada na manhã dessa quarta-feira e aceita pelo juiz nesta quinta-feira.

O MPE pede a condenação de Agnaldo pelos crimes de homicídio qualificado; tentativa de homicídio qualificada e porte ilegal de arma.

O homicídio qualificado por motivo torpe e recurso que impossibilitou defesa da vítima é pela morte de Rogerinho. As tentativas de homicídio qualificadas pelos mesmos motivos são contra Ana Maria, de cinco anos; Aldemir Pedra Neto e João Afonso Pedra.

A promotora também pede que a pena seja aumentada porque duas vítimas são menores de 14 anos: Rogerinho e Ana Maria.

Conforme despacho do magistrado, Agnaldo tem 10 dias para apresentar defesa por escrito.

O caso -Rogerinho e as demais vítimas estavam na caminhonete L-200, que era conduzida por Aldemir. O rapaz, que era tio do menino, se envolveu em uma briga de trânsito com Agnaldo, no cruzamento das avenidas Ernesto Geisel e Mato Grosso.

Agnaldo conduzia um Fox e na versão dele, Aldemir o teria fechado. Na versão do rapaz e do pai dele, que também estava no veículo, Aldemir demorou para sair quando o sinal abriu, o que teria irritado o jornalista.

Os dois veículos seguiram pela Mato Grosso e duas quadras depois ambos motoristas desceram do veículo e discutiram. Na quadra seguinte, Agnaldo disparou quatro tiros na caminhonete.

Um dos tiros atingiu Rogerinho e o outro João Afonso, que perdeu todos os dentes. Estilhaços dos vidros feriram Ana Maria.

Agnaldo foi à delegacia no mesmo dia e tentou registrar ocorrência como se tivesse sido vítima da situação. No entanto, foi verificado que ele era o autor.

A Polícia Civil indiciou o jornalista pelos mesmos crimes que o MPE denunciou. A reconstituição do caso foi feita no domingo (29), sem a presença do réu.

A defesa de Agnaldo contesta a investigação da Polícia Civil, e diz que os policiais só confirmaram a versão das vítimas.



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