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11/05/2015 13:21

Indústria alega crise, mas prevê expansão de 12% no PIB em 2015

Campo Grande News

Apesar de alegar crise, os números são positivos e o setor industrial prevê aumentar de 21,7% para 24,5% a participação no PIB (Produto Interno Bruto) de Mato Grosso do Sul, em 2015. A expectativa é de que o valor aumente em 12%, passando dos R$ 12,6 bilhões alcançados em 2014 para 14,2 bilhões, neste ano, segundo a Fiems (Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul).

O segmento fica a frente da agropecuária, que é responsável por 15,4% do PIB do Estado e do setor público, com 18,9%; perdendo apenas para o comércio, que gera riqueza correspondente a 44% total. Entre 2007 e 2014, o número de estabelecimentos industriais cresceu, em média, 5,52% ao ano e o de empregos avançou em 5%. O salário médio dos empregados na área passou de R$ 1.732,27, em 2013 para R$ 1.844,89, em 2014.

O número de empregos no setor, no entanto, vem diminuindo e a previsão é de que passe de 133,6 mil no ano passado para 133,3 mil em 2015. A estimativa para a quantidade de indústrias abertas vai na direção contrária. Espera-se que passem de 11,7 mil para 11,8 mil em Mato Grosso do Sul.

Dificuldades - Mesmo com as previsões, de modo geral, otimistas, empresários do setor têm grandes preocupações, de acordo com o presidente da Fiems, Sérgio Longen. A burocracia nos processos junto aos órgãos de governo e o volume de impostos são apontados como fatores que complicam o desenvolvimento das indústrias.

“Os produtos são vendidos num formato em que é o empresário que vai pagar a conta. Isso é o que ocorre quando se transfere impostos, energia e combustível. Todos esses aumentos vão para os produtos. Então temos que resistir as essas ações e sermos competitivos a nível nacional”, comentou Sérgio, ao lembrar os dados da exportação de MS e destacar que é tempo de "resistência".

O volume exportado pelo Estado gerou receita que cresceu 20,5% ao ano, entre 2007 e 2014, mas para este ano estima-se que passe de US$ 3,6 milhões para US$ 3,2 milhões, de acordo com o Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior). Caso a previsão se concretize, a queda ficará em torno de 12%.

Para melhorar o quadro, os industriais querem a aprovação de um projeto autorizado pelo Senado, que garante que os incentivos fiscais já concedidos tenham continuidade. “Defendemos que a Câmara dos Deputados aprove o projeto de lei, que trata da convalidação dos incentivos fiscais já concedidos pelos estados às empresas”, destacou Longen.

Investimentos – Até 2018, Mato Grosso do Sul terá obras no setor industrial com investimento total de R$ 30 bilhões, conforme a Fiems. Destacam-se a construção de nova unidade de produção de celulose, em Ribas do Rio Pardo; indústria química de processamento de milho, em Maracaju e uma indústria de milho e etanol, em Chapadão do Sul.

Os novos empreendimentos previstos são reflexo do esforço do Governo do Estado para apoiar o setor, na avaliação do secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico, Jaime Verruck. “O Governo criou um Comitê de Desburocratização e estamos discutindo essas questões. O projeto para redução do imposto sobre o combustível está já nas mãos do governador Reinaldo Azambuja (PSDB) para ir à assembleia e com a convalidação dos incentivos conseguiremos trazer mais indústrias para MS”, disse o secretário.

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