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30/12/2004 12:56

Greve de servidores da Funasa vai continuar em MS

Helio de Freitas, de Dourados / Campo Grande News

Os agentes de saúde, médicos e enfermeiros contratados pela Funasa (Fundação Nacional de Saúde) para trabalhar no atendimento à saúde indígena em Mato Grosso do Sul, só vão suspender a greve depois que forem liberados os salários de novembro e dezembro e a segunda parcela do 13º. Ontem, a Funasa anunciou a aprovação, pelo Congresso Nacional, de dotação orçamentária de R$ 1,7 milhão para pagar os atrasados. Entretanto, segundo o presidente do Conselho de Saúde Indígena local, Sílvio Ortiz, a parte burocrática pode atrasar a liberação dos salários em 15 dias. A verba terá de ser repassada pelo Ministério da Saúde à Funasa, que fará o repasse para a Missão Evangélica Caiuá, ONG que cuida da saúde de cerca de 60 mil índios do Estado. Só depois desse processo o dinheiro chegará aos funcionários. “Ainda tem de ser publicado no Diário Oficial da União”, afirmou Ortiz.
Com as atividades do PSF (Programa Saúde da Família) paradas nas aldeias, segundo Sílvio Ortiz, as mais atingidas são as crianças indígenas. “Tem muita desnutrição nas aldeias. Ontem, mais uma criança morreu desnutrida. As crianças índias quando estão desnutridas não resistem a uma infecção respiratória”, afirmou.
Esta semana, o médico Zelik Trajber, que atende no Pólo Indígena de Dourados, denunciou que o índice de mortalidade infantil nas aldeias aumentou de 46 por mil nascidos vivos em 2002 para 67 em novembro deste ano. O índice representa quantas crianças de um universo de mil morrem antes de completar um ano. A Funasa alega que o aumento da mortalidade ocorreu principalmente por causa das seguidas paralisações feitas pelos funcionários contratados.

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