Cassilândia, Quarta-feira, 23 de Maio de 2018

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02/05/2006 20:40

Governo vai suspender obras e parcelar salários

Humberto Marques e Paulo Fernandes/Campo Grande News

O governo estadual irá suspender pelos próximos três meses o pagamento de todos os fornecedores da administração sul-mato-grossense, assim como irá paralisar todas as obras em andamento. A medida, segundo adiantou o secretário de Receita e Controle, José Ricardo Cabral, foi adotada devido a situação delicada das finanças estaduais, por conta dos problemas que atingiram a economia local – como os casos de febre aftosa identificados no último trimestre do ano passado, a gripe aviária em caráter mundial (que reduziu as exportações de carne, e por conseqüência, a arrecadação de impostos) e a queda no ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços).

A situação dos cofres públicos levou o governador, hoje, a se reunir com representantes dos servidores para anunciar que a administração estadual pode ser obrigada a parcelar os salários de abril do funcionalismo. Os sindicalistas que participaram do encontro informaram que o governador Zeca do PT admitiu não ter recursos para pagar integralmente os salários – que deveriam ser quitados até 10 de maio. Caso o diagnóstico se confirme, o Estado pode pagar na data prevista os funcionários que recebem até R$ 1 mil. Acima desse total, os proventos seriam quitados em data a ser definida, mas ainda no mês de maio. A folha de pagamento do Estado é de, aproximadamente, R$ 80 milhões. Zeca levará o problema a partir de amanhã aos outros Poderes.

Desde o início do ano, Zeca do PT tem demonstrado preocupação com as finanças estaduais. Ele chegou a anunciar, durante visitas ao interior, que sua prioridade será o pagamento dos salários e a manutenção dos programas sociais. Após se reunir com sindicalistas, o governador discutiu a situação com os secretários de Gestão Pública, Ronaldo Franco; Receita e Controle, José Ricardo Cabral; de Coordenação-geral de Governo, Raufi Marques; e com o diretor-presidente do Idaterra, Humberto de Mello Pereira. Ao término do debate, nenhum dos participantes quis comentar o teor da discussão. O vice-governador Egon Krakhecke (PT) disse não ter participado do encontro e não conhecer o conteúdo das decisões – embora soubesse do que se tratava a reunião.

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