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21/01/2008 13:32

Frota flex faz consumo de álcool disparar 60% em MS

Paulo Fernandes - Campo Grande News

O consumo de álcool em Mato Grosso do Sul disparou no ano passado, segundo pesquisa da ANP (Agência Nacional de Petróleo), conseqüência do aumento da frota flex. Renovável, o combustível tomou espaço da gasolina, que teve queda de consumo no Estado no período de janeiro a novembro do ano passado.

Neste período foram comercializados no Estado 91.524 metros cúbicos de álcool hidratado, um volume 60% maior que o total comercializado no mesmo período do ano anterior e 40% que o total vendido em 2006. Isso ao passo em que as vendas de gasolina passaram de 288.834 a 287.498, queda de 0,5%. No caso de diesel a redução de vendas foi de 7,8%.

Como as fábricas têm vendido quase a totalidade de seus veículos já com motor flex, a frota movida à gasolina e álcool em Mato Grosso do Sul cresceu em quase 78% de 2006 para 2007, passando de 28.530 a 50.738.

O engenheiro José Márcio Mesquita, 51 anos, diz o uso do álcool compensa. Dono de carro flex, ele observa que essa diferença não parece tão expressiva na comparação isolada do valor do litro e rendimento, mas que no fim do mês se torna importante. Ele conta que a cada litro de gasolina, pelo qual paga R$ 2,80, roda 11 quilômetros. Já no álcool a cada litro são 8,5 quilômetros.

O corretor de imóveis Noel Alves Oliveira, 46 anos disse que comprou o carro flex já pensando na economia, mas não sente confiança em relação aos efeitos do álcool para o motor e por isso nunca abasteceu com álcool. Para ele, a diferença entre o preço de álcool e gasolina é pequena em Mato Grosso do Sul, R$ 1,00, em média. Ele observa que em São Paulo esta diferença é de R$ 1,30.


Lucro menor – Para os postos de combustível a redução das vendas de gasolina e aumento das vendas de álcool significa aperto na margem de lucro, que é maior para o derivado de petróleo, segundo o vice-presidente do Sinpetro, Nilton Brás Giraldelli. Segundo a ANP, a margem média de lucro sobre o litro da gasolina comercializada é de R$ 0,54 e sobre o álcool cai a R$ 0,394.

Porém, ele reconhece que a migração para o uso do álcool é irreversível e diz que os empresários vão acabar compensando essa diferença pelo volume que será comercializado. “A vantagem do álcool é que como vendemos mais desembolsamos menos para capital de giro”, diz.

Segundo Giraldelli, um fator que favoreceu o uso do álcool é que ao longo do ano o preço foi compensador em relação à gasolina. A conta é simples: quando o álcool tiver preço equivalente a até 70% do valor da gasolina ele é vantajoso. “Em alguns momentos do ano o álcool estava abaixo de 60% do preço da gasolina”, afirma o empresário. E a tendência, acredita, é que continue sendo competitivo, com a expansão das áreas com cana-de-açúcar em todo o País.

Conforme o levantamento da Conab, na próxima safra a produção do álcool de Mato Grosso do Sul receberá 10,2 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, produzindo 849,3 milhões de litros, volume 32% maior que o de 2007. Do total, 325 milhões de litros serão de álcool anidro – que é o adicionado à gasolina – e 524,2 milhões serão de álcool hidratado vendido nas bombas.

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