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03/08/2007 08:59

Friboi também suspende abates em unidade no Mato Grosso

Daniel Pedra (Midiamax), com informações do jornal Diário de Cuiabá

A exemplo de Campo Grande (MS), a planta industrial do Frigorífico Friboi em Cáceres (MT) também fechou as portas por um período de 20 dias por falta de oferta de boi gordo para o abate. “Aproveitamos este período de escassez de produto para fazer reformas na planta e dar férias coletivas aos nossos funcionários”, disse ontem uma fonte do frigorífico.

A unidade do Friboi em Cáceres tem 550 funcionários e a capacidade de abate é de 600 animais/dia. Os trabalhos deverão ser retomados somente no próximo dia 21. De acordo com um funcionário do setor de abates da empresa, as compras vinham diminuindo nos últimos dias e, com isso, o frigorífico chegou a abater apenas 450 cabeças/dia.

As unidades do Friboi em Araputanga e Pedra Preta/Rondonópolis, localizadas ao noroeste e sul do Estado, continuavam funcionando normalmente ontem. Os frigoríficos temem que haja um “componente especulativo” no setor para forçar uma alta maior nos preços pagos aos pecuaristas .

Na avaliação do diretor-financeiro da Famato (Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso), Eduardo Alves Ferreira Neto, o que se observa no momento é a escassez na oferta de animais como conseqüência direta do aumento de abates de matrizes nos últimos anos, para controlar os preços do boi gordo.

Dados do Imea (Instituto Mato-grossense de Economia Agrícola da Famato) apontam que o número de vacas abatidas aumentou de 1,2 milhão, em 2003, para 2,4 milhões, no ano passado, alta de 100%. Alves lembra também que os pecuaristas estão com dificuldades para fazer a reposição dos animais.

Segundo ele, quando o produtor vende um boi ele precisa repor o animal com dois ou três bezerros. “Esta reposição é que não está sendo compensatória para o pecuarista”, diz, acrescentando que no momento há menos oferta de bezerros no mercado devido ao aumento de abate de fêmeas nos últimos anos.

Os pecuaristas confirmam que está havendo “redução” na oferta de boi gordo para abate porque “os preços ainda não são ideais”. Segundo o secretário-executivo da APR/MT (Associação dos Proprietários Rurais de Mato Grosso), Paulo Resende, os pecuaristas estão dispostos a “dar uma segurada no boi” para forçar uma melhora nos preços.

“Nesta época [de estiagem], o boi de pasto praticamente não existe para oferta. O que existe é o gado de confinamento, que está sendo mantido com ração e consumindo muito alimento. Com isso, há aumento dos custos da manutenção do animal que deve ser compensado com melhores preços”, explica.

Frigoríficos apostam na manutenção dos preços da arroba até o final do ano. De acordo com os frigoríficos, a escassez da oferta preocupa o setor, mas a indústria acredita que o próprio mercado irá ajustar os preços pela lei da oferta e da procura. De acordo com Fabion Almeida, do setor de compras do Marfrig de Tangará da Serra, o frigorífico continua comprando normalmente e abatendo 1,5 mil cabeças por dia.

A escala de abate também está sendo mantida em uma semana e o frigorífico aposta em uma manutenção dos preços. Fabion confirma que os valores são os melhores dos últimos anos e que já garante uma remuneração adequada aos pecuaristas.

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