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28/04/2004 07:54

Focos de raiva estão se aproximando de Cassilândia

Fernanda Mathias/Campo Grande News

Parecia que a raiva bovina estava longe de Cassilândia. Mas, ao que tudo indica está chegando cada dia mais perto. Foram descobertos focos no município de Costa Rica, distante 180 quilometros.
Fernanda Mathias, do Campo Grande News fez reportagem sobre o assunto. Confira.
A raiva bovina atingiu nove propriedades rurais do município de Costa Rica, localizado a 330 quilômetros de Campo Grande, e está despertando a preocupação do Iagro (Agência Estadual de Controle Sanitário Animal e Vegetal). A doença leva 60 dias, em média, para se manifestar e de abril a junho ocorre o pico de aparições de animais contaminados.
O coordenador estadual do Programa de Combate à Raiva, Ademar Etiro Mori, afirma que este mês uma propriedade confirmou oficialmente o caso da doença e na verificação perifocal pelos técnicos da Agência focos em outras oito propriedades vizinhas foram sinalizados, devido à mortalidade de animais com sintomas da doença, que atinge o sistema nervoso matando o animal em 3 a 4 dias após a manifestação. No total, somando somente os casos notificados (sem contar com esses oito, portanto), já foram constatados este ano 15 focos da doença em nove municípios de Mato Grosso do Sul. Em todo o ano passado foram 45 em 17 cidades e em 2002 foram 90 focos.
Mori atribuí a redução à vacinação obrigatória em 14 cidades, 11 delas a partir de novembro de 2002 e outras no ano passado, e afirma que os animais que vêm apresentando a doença são geralmente bezerros, que nascem após o período de imunização. A grande preocupação em relação à doença é que se trata de uma zoonoze, ou seja, pode atingir o homem. Por isso o peão que manipular o animal doente deve lavar as mãos com água e sabão, buscar auxílio de veterinário e, se confirmada a doença no bovino, buscar orientações em um posto de saúde.
O Iagro vem desenvolvendo trabalho de captura de morcegos hematófagos ( que se alimentam se sangue), os trasmissores da doença aos bovinos. Para isso os novos veterinários estão passando por curso de orientação sobre a doença, que ainda traz grandes prejuízos, provocando anualmente a morte de 2 mil animais. “O produtor gasta muito menos imunizando. Cada animal que ele perde representa o custo de imunização de mil”, diz. Por cada foco notificado são estimados outros oito a 10 que deixam de ser registrados, nas imediações da fazenda que oficializou a morte de animais pela doença.

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