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27/05/2004 10:57

Evolução do PIB per capita registra queda de 1,5%

Agência Brasil

O aumento da riqueza de uma nação não significará melhoria na qualidade de vida da população se esse aumento não for bem distribuído. Alguns indicadores apontam como essa distribuição é feita. Um deles, resulta da divisão do total da riqueza gerada no país em um determinado período – em três meses, por exemplo – pelo número total de habitantes. O resultado dessa divisão é chamado de PIB (Produto Interno Bruto) per capita, que pode ser traduzido, ao pé da letra, como riqueza por cabeça.

No gráfico a seguir é apresentada a evolução deste resultado para o período que vai de 1974 a 2003, calculado em percentagem, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Pelos números do gráfico acima pode-se concluir que a riqueza distribuída por habitante diminuiu 1,5% no ano de 2003, basicamente em decorrência de dois fatores. Segundo o cálculo da riqueza total produzida no ano de 2003 pelo IBGE, ela diminuiu 0,2%. Outros cálculos, efetuados por diferentes métodos que corrigem os valores pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA, apurado pelo IBGE), apontam que essa queda seria de 1,9%. E mais outros, corrigindo os valores pelo Índice Geral de Preços Disponibilidade Interna (IGP-DI, da Fundação Getúlio Vargas), revelam uma queda da ordem de 8,4%.

Com o aumento do número total da população brasileira a uma taxa de 2,2% ao ano, a riqueza nacional precisaria crescer, no mínimo, na mesma velocidade para que as pessoas, teoricamente, mantivessem seus empregos e sua renda.

Salários

Um número talvez mais importante do que a renda per capita é o indicador que reflete a participação dos salários no montante total da riqueza nacional (PIB), por se tratar da parte desta riqueza que é efetivamente distribuída para os trabalhadores. Pessoas com mais de 50 anos de idade podem sentir isso na qualidade de vida delas. Em 1964, os salários constituíam 62,3% da riqueza nacional. De lá para cá esse percentual vem caindo: em 1990, para 45,4%; em 2000, para 37,2%; e em 2003, para 31,5%.

As informações são do Núcleo de Pesquisa da Agência Brasil

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