Cassilândia, Quarta-feira, 07 de Dezembro de 2016

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02/02/2012 14:47

Estudantes de Enfermagem descobrem calote às vésperas de formatura

Campo Grande News/ Paula Vitorino

O sonho da semana de formatura virou pesadelo para os formados de Enfermagem da Uniderp. Os cerca de 50 participantes, entre a colação e o baile, receberam a notícia de que a formatura não estava totalmente paga quando estavam prontos para entrar na boate, primeira parte da semana de formatura, às 20h, de ontem.

“A presidente da formatura simplesmente reuniu todos os formados na entrada da boate e avisou que a formatura não estava paga. A gente ficou desesperado, praticamente ninguém conseguiu entrar na boate, não tinha clima. Foram umas 15 pessoas para a minha casa passar a madrugada fazendo balanço”, conta o formando Julio Ricardo França, de 23 anos.

A boate era a única etapa da formatura que já tinha sido totalmente paga, mas a festa aconteceu só para os convidados, já que a maioria dos formandos passou a noite fazendo contas e avisando os familiares sobre o calote.

“Eu ia pagar ontem pra ela R$ 3 mil em convites, tenho 44 convidados, mas só não paguei porque aconteceu essa confusão. Minha família está desesperada, a gente não sabe como vai ser agora”, desabafa a formanda Carolina Pitton, de 21 anos.

Os alunos que estão participando da formatura reuniram-se hoje para contabilizar os prejuízos, que segundo eles, representariam pelo menos 40% do valor total da formatura, cerca de R$ 40 mil.

Os formandos acusam a presidente e também tesoureira da comissão de formatura, Érica Rocha de Arruda, de 21 anos, de furtar cerca de R$ 34 mil da conta da formatura e outros valores que teriam sido pagos diretamente a ela, além de prêmios de rifas que não foram repassados.

“A Érica apareceu ontem na frente da boate, pediu desculpas, e disse que não conseguiu todo o dinheiro da formatura. Ás vésperas da nossa formatura descobrimos que apenas metade estava pago”, conta uma das integrantes da comissão de formatura, Patrícia Oliveira, de 22 anos.

Ela explica que Érica cuidava do dinheiro sozinha e não deixava os outros três integrantes da comissão terem acesso as contas. \"A gente abriu uma conta da formatura no meu nome e no dela, mas só ela cuidava. Quando tinha reunião com a empresa de assessoria da formatura ela dizia que não precisávamos ir e depois mostrava os relatórios gente, dizia que estava tudo certo”, justifica.

A turma de enfermagem afirma que nunca participou de uma reunião com a empresa contratada para cuidar da festa. Patricia conta que a comissão de formatura foi alterada no meio do curso, mas que Érica participava como presidente desde o início.

Segundo os formandos, que tiveram acesso aos extratos bancários hoje, a presidente movimentava dinheiro da conta de formatura para a sua pessoal. Além disso, eles afirmam que muitos depósitos de mensalidades foram feitos diretamente na conta da presidente.

“Eu cheguei a depositar o valor de algumas parcelas diretamente na conta dela da Caixa Econômica. O boleto venceu e ela disse que pra eu não pagar multa ao banco iria cancelar o boleto e eu depositava apenas o valor integral da fatura na conta dela, que depois ela transferia para a da formatura”, conta a formanda Maiana Dalla, de 22 anos.

O calote só começou a apresentar indícios na última semana. Patrícia conta que o decorador começou a ligar cobrando o valor que não tinha recebido ainda e que Érica não atendia mais o telefone.

Hoje está marcada a missa de formatura, mas falta pagar a decoração e a música; amanhã é a colação de grau no Rubens Gil de Camilo, o espaço está pago, mas falta a arquibancada e a decoração. Já o baile, programado para 600 convidados, está sem banda e com o buffet pago para apenas 250 pessoas.

O contrato feito pelos estudantes previa 20 convites para cada formando, mas agora os 34 participantes do baile terão direito a apenas 9 convites cada.

“A minha roupa, dos convidados, está tudo pronto. Por mim eu já teria até desistido de tudo, mas é um sonho da minha família também e agora estamos fazendo o que é possível para conseguir ter o baile como queríamos”, diz Carolina.

Sonho desfeito - Os estudantes estão concentrados para tentar reunir pelo menos R$ 10 mil e com isso pagar o baile e a colação de grau.

Para a mãe de um dos formandos, Aparecida Penze, de 40 anos, a possibilidade de ficar sem a festa ou ter de pagar mais é algo inaceitável. “A gente pagou tudo, gastamos mais de R$ 10 mil já contando todas as coisas pra essa festa e agora pagar mais? É muito injusto”, reclama.

Ela viajou com a família de Bandeirantes para participar da semana de formatura do filho e lembra que foi “muito difícil conseguir pagar todas as parcelas da formatura e custear os estudos do filho”. De acordo com o contrato de formatura, cada participante teria que pagar R$ 3.100 mil.

Para a família de Débora Paiva, de 22 anos, o calote na formatura pode acabar com a viagem de horas feita do Pará até Mato Grosso do Sul. Os 19 familiares alugaram uma casa na Capital para ficarem hospedados durante a semana de festas.

“Todo mundo teve gastos com a viagem, com roupa e tudo isso pra nada?”, diz. Suspeitas? - Os colegas de turma dizem não saber como explicar o que aconteceu. Uma das colegas de classe de Érica, Andiara Dalbian, de 21 anos, afirma que “ainda não acredito que isso aconteceu”.

Segundo ela, a presidente da comissão nunca apresentou nenhum compartamento que levantasse suspeitas sobre seu caráter. “Eu quero conversar com ela para saber o que aconteceu. Não é possível”, diz.

A estudante Talita Araujo Valentim, de 28 anos, diz que foi até a estudante mora em uma casa simples e que também não entende o que pode ter acontecido. “No extrato bancário os gastos que aparecem são de coisas bobas, com roupa, comida”, diz.

A mãe de Érica, Clarita Rocha, de 46 anos, foi conversar com os estudantes e disse que não sabia de nada. Ela conversou com a reportagem em nome da filha, alegando que a jovem não quer falar, e afirmou que “se acusam ela de ter pego o dinheiro vão ter que provar”.

Ela frisa que a responsabilidade sobre a verba da formatura é de toda comissão e que não é justo acusarem só a sua filha de ter sumido com o dinheiro. Clarita também diz que a filha não pegou o dinheiro, mas que o que aconteceu foi uma má gestão.

“Imagina deixar uma formatura inteira sobre os cuidados de uma pessoa só. Não ia dar certo mesmo. Ela diz que não deu conta de administrar o dinheiro e quando viu tinha mais coisas para pagar do que dinheiro em caixa”, frisa.

A mãe ainda afirmou que não foi só o sonho dos outros formandos que foi destruído, mas o dela também.

Os estudantes estão reunindo todos os comprovantes de pagamento para registrar o boletim de ocorrência. \"Estamos correndo atrás das coisas para conseguirmos ter a formatura, mas vamos registrar boletim de ocorrência, ela vai ter que responder por isso\", diz Talita.

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