Cassilândia, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

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13/03/2004 05:40

Especialista explica motivos da seca em MS

Cristiane Sandim

Há mais de dois meses a ausência de chuvas esparsas vem causando perdas na produção sul-mato-grossense. Mais do que isso, toda classe produtora está aguardando ansiosamente a confirmação de precipitações no Estado, principalmente na região sul. Nesse sentido, a Secretaria da Produção e do Turismo do Estado (Seprotur), realizou no final de semana uma série de palestras técnicas falando sobre “As previsões climáticas para Mato Grosso do Sul nos próximos três meses”. O convidado foi o chefe da Divisão de Meteorologia Aplicada do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), Dr. Expedito Rebello.

Passando por Campo Grande, Navirai e Dourados, Expedito falou sobre a atual situação climática, os fatos e fenômenos que estão causando a ausência da chuva. Segundo ele “essa escassez de chuva deve-se ao forte inverno no hemisférico norte que chegou a marcar nos termômetros menos 50°C. Com isso as massas de ar frio baixaram até o hemisfério sul ocasionando um forte contraste de temperatura gerando assim energia suficiente para chover acima do normal em algumas regiões do Brasil como no nordeste, sudeste e em outras ocasionando a estiagem como é o caso de Mato Grosso do Sul”. Ainda segundo o meteorologista outro fato como esse, que recebe o nome de Fenômeno Cíclico, aconteceu no Estado em 1985. “A nossa estimativa é que isso venha a se repetir somente daqui cinco anos. Mas os produtores podem ficar tranqüilos, pois a chuva está chegando”, afirmou Expedito.

Grande parte dos agricultores estão preocupados com a safrinha. Basta lembrar que a estiagem prolongada vem causando grandes perdas na produção agrícola na maior zona produtora do Estado, cerca de 30%, e que com o término das culturas de verão, os produtores estão se preparando para o plantio da safra de inverno, especialmente milho, trigo, feijão e sorgo. Mas Expedito alertou “que as temperaturas devem seguir uma tendência de queda podendo ocasionar, nos meses de junho e julho, prejuízo em algumas regiões devido à possibilidade de ocorrer geada”.


PREVENÇÃO Pensando em evitar problemas causados pela instabilidade climática o Ministério de Ciência e Tecnologia disponibilizou para todo o Brasil estações de monitoramento do clima e das bacias. Aqui no Estado, 35 plataformas e oito estações serão instaladas até o final do ano. Para controlar as filiais um servidor central já está sendo implantado na Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro).

De acordo com, Natálio Abraão Filho, um dos integrantes da equipe do Centro Estadual de Monitoramento do Tempo e Clima e Recursos Hídricos (Centec), órgão estadual responsável pelo monitoramento, o projeto está em andamento e cinco estações já vão ser instaladas em formato experimental. Pretende-se com isso “ter um maior conhecimento dos eventos climatológicos e meteorológicos que possam prejudicar a produção principalmente em nosso Estado que tem plena vocação agrícola”, finalizou.

“É muito importante essa análise, essa troca de informações com o Instituto Nacional de Meteorologia. Em termos de benefício o produtor vai saber antecipadamente a ocorrência de chuva ou estiagem. Logo ele vai poder ter um maior planejamento de sua cultura”, explicou o secretário da Produção e do Turismo do Estado, José Antônio Felício, que também esteve conferindo a palestra com Expedito Rebello.


SEGURANÇA - É certo que nessa hora um “amparo financeiro” cairia bem. A falta de chuva na região sul de Mato Grosso do Sul gerou um prejuízo de aproximadamente R$ 400 milhões na safra de soja 2003/2004. Mas o que vem preocupando agora é a safrinha. Conforme declarou a coordenadora do Departamento Técnico da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), Tereza Cristina Corrêa da Costa Dias, muitos produtores já até devolveram sementes e adubos.

“Uma forma de garantir respaldo em situações como essa seria o acesso ao Seguro Agrícola Rural”, garante o engenheiro agrônomo e consultor ambiental Laurindo Petelinkar. Já o secretário da Produção e do Turismo afirmou que durante o Fórum Nacional de Secretários de Agricultura, que aconteceu no mês passado em Brasília, decidiu-se que está tudo pronto para o que o Seguro entre em vigor. “A equipe que analisou esse assunto visitou vários países, conheceu o funcionamento do seguro de perto. O ministro Roberto Rodrigues (Agricultural) também garantiu que na próxima safra de verão o Seguro Agrícola Rural estará funcionando com tranqüilidade. Nós precisamos de um segurança. Hoje o produtor corre muitos riscos e é lógico que ele não pode ficar sozinho esperando pelas decisões de São Pedro”, conclui Felício.

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