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13/02/2004 07:13

Espaço de Nilton Bustamante

Nilton Bustamante

PALAVRA

Breves considerações


“Penso, logo existo”, assim o filósofo Descartes explorou o seu raciocínio.

Na intenção de ampliar a compreensão da realidade amamos a sabedoria.

O homem pensa. E a comunicação é a conseqüência de proferir o pensamento.

Quanto mais o homem evolui, maior é o raio e qualidade dessa comunicação. Tanto pela visão meramente material, tanto na espiritual.

O homem assim o faz, todo santo dia, conversando com os próprios botões.Há graus diferentes de lucidez, mas, repito, todos filosofam, todos refletem alguma coisa, de acordo com o seu preparo intelectual e evolutivo.

A palavra é expressão; isolada pode conter sentido diferente de quando reunida em grupo. Há valores intrínsecos que podem variar na representação.

A Palavra é o resultado da materialização da manifestação do pensamento.

A trilogia: Vontade, Pensamento e Palavra, ou seja, três obras ligadas entre si por um tema comum. Vontade é a disposição do espírito; é o arbítrio; é faculdade; é o poder de criação de representar mentalmente um ato. Pensamento é a ação manifesta do sentimento. Palavra é a materialização desse processo, o produto final.

Tal é a importância e responsabilidade desse tema, que Jesus Cristo, Nosso Senhor, deu-nos luz chamando-nos à atenção:

“... o que contamina o homem não é o que entra pela boca, mas o que sai da boca, isso é o que contamina o homem... o que sai da boca, procede do coração...”.

Nos tempos idos os escribas preparavam seus pergaminhos de pele de cabra, ovelha ou outro animal, macerada em cal, raspada e polida, para servir de material de escrita. Produção irrisória para pouquíssimos, em um mundo de analfabetismo em todos os sentidos.

Com o advento de Gutenberg, a imprensa, as palavras que carregam idéias eram oferecidas de tal forma e quantidade, nunca sonhada. Uma explosão na circulação das atividades intelectuais. O mundo não foi mais o mesmo desde então.

Muitos livros ficaram guardados em verdadeiras redomas, exclusividades de mosteiros e algumas monarquias e um mundo inteiro sedento de saber.

Na seqüência, grosso modo, o telégrafo, telefone, rádio, cinema, televisão, satélite, computador e Internet, num processo irreversível da evolução, fizeram a humanidade avançar astronomicamente. O acesso à informação facilitou muito, muito mesmo.

A palavra é código, símbolo, sinal, e fazem-na uso: o homem técnico para atingir sua área de atuação; o poeta, para ser o arauto da alma humana; o religioso para promover a teologia; o homem simples para as coisas simples, diretas. O deficiente para codificar em sinais o universo silencioso, e assim por diante... Textos possuíram forças para tornarem-se bíblicos; ou descansam em papel amarelado pelo tempo imprimindo histórias de amor; ou selam vontades entre partes, enfim, são códigos da vontade da criação.

A palavra concretiza a paz, a guerra, o amor, o ódio, o respeito, a náusea... enfim, seu poder é absurdamente desprezado a ponto de se exclamar: “palavras são palavras, nada mais”.

Lembramos daquele caso onde o sábio diz: “está vendo essa tábua, plana, vamos pregar vários pregos. Assim o fez. Em seguida arrancou delicadamente cada prego, e disse: “está vendo? Mesmo tirando com todo o cuidado ficaram as marcas, já não é mais a mesma. Assim acontece com a alma humana. Cada agressão da palavra é como se um prego ferisse a alma. Mesmo com o perdão, mesmo com a retirada das ofensas, ficam-se as marcas”.

O homem moderno preocupa-se com o meio ambiente, grande avanço, mas o homem aos poucos está humanista, preocupa-se com a vibração moral e espiritual, pois seu lar é o planeta Terra e sua família, a humanidade. Tenhamos mais cuidado e responsabilidade naquilo que criamos e expressamos ao mundo. Isso é a nossa obra, nossa realização.

Penso, logo sou responsável.


Autor: Nilton Bustamante

nbustamante@ig.com.br

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