Cassilândia, Sábado, 04 de Abril de 2020

Últimas Notícias

15/02/2020 09:30

Entidades pedem esclarecimento de assassinato de jornalista

Agência Brasil
Campo Grande NewsCampo Grande News

Entidades representativas emitiram notas após o assassinato do jornalista Lourenço Veras, conhecido com Léo Veras, na última quarta-feira (12). O jornalista foi morto a tiros na cidade paraguaia de Pedro Juan Caballero. Veras era responsável por um site que noticiava a disputa do narcotráfico na fronteira entre Brasil e Paraguai.

Em nota, a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) lamentou a morte do jornalista brasileiro e pediu agilidade das autoridades no esclarecimento do caso. “Todo assassinato de jornalista é uma tentativa de calar o mensageiro, comprometendo a liberdade de imprensa”, diz o texto.

A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) disse que a violência atinge a categoria e toda a sociedade. No texto, a Fenaj destaca que “sem jornalismo não há democracia”.

O Sindicato de Jornalistas Profissionais de Mato Grosso do Sul afirmou que Veras já havia relatado ameaças de morte recebidas por seu trabalho de investigação e denúncia do tráfico. Para a entidade, o jornalista é “mais uma vítima dos ataques contra os trabalhadores da comunicação”.

Investigação
De acordo com a Polícia Nacional do Paraguai, Léo Veras foi atingido por cerca de 12 tiros de pistola 9 milímetros.

Na quinta-feira, o vice-ministro de Assuntos Políticos do Ministério do Interior do Paraguai, Jesus Lara Céspedes, se reuniu com membros do Sindicato dos Jornalistas do país, que expressaram preocupação com o assassinato. O vice-ministro informou que um grupo formado pelos melhores investigadores da Polícia Nacional foi enviado de Assunção para Pedro Juan Caballero a fim de reforçar os trabalhos de apuração do crime.

“A situação em Pedro Juan Caballero é muito preocupante. O ambiente de violência em que trabalham os companheiros. Agora tivemos o compromisso do vice-ministro de tomar medidas, de levar profissionais de Assunção e esperamos uma resposta favorável na prática”, disse o secretário-geral do sindicato, Jimmy Peralta.

Veras trabalhava há mais de 15 anos na região da cidade de Pedro Juan Caballero, que faz fronteira com Ponta Porã (MS) e é considerada uma das principais portas de entrada de drogas e armas no Brasil. Em janeiro deste ano, 75 presos fugiram de um presídio localizado na cidade paraguaia. De acordo com autoridades policiais, a maioria dos presos tem ligação com o grupo Primeiro Comando da Capital (PCC).

Envie seu Comentário
Os comentários feitos no Cassilândia News são moderados. Antes de escrever, observe as regras e seja criterioso ao expressar sua opinião. Não serão publicados comentários nas seguintes situações:

1. Sem o remetente identificado com nome, sobrenome e e-mail válido. Codinomes não serão aceitos.
2. Que não tenham relação clara com o conteúdo noticiado.
3. Que tenham teor calunioso, difamatório, injurioso, racista, de incitação à violência ou a qualquer ilegalidade.
4. Que tenham conteúdo que possa ser interpretado como de caráter preconceituoso ou discriminatório a pessoa ou grupo de pessoas.
5. Que contenham linguagem grosseira, obscena e/ou pornográfica.
6. Que transpareçam cunho comercial ou ainda que sejam pertencentes a correntes de qualquer espécie.
7. Que tenham característica de prática de spam.

O Cassilândia News não se responsabiliza pelos comentários dos internautas e se reserva o direito de, a qualquer tempo, e a seu exclusivo critério, retirar qualquer comentário que possa ser considerado contrário às regras definidas acima.
Restamcaracteres.
 
imagem transparente
Últimas notícias
Scroller Top
Sábado, 04 de Abril de 2020
19:44
Cassilândia
Sexta, 03 de Abril de 2020
Scroller Bottom

  • Idalus Internet Solutions
  • TOP DataCenter e Internet
  • Disponível na AppStore
  • Disponível no Google Play
Rua Sebastião Leal, 845, CEP: 79.540-000, Cassilândia (MS)