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15/11/2003 08:56

Empresários querem Alca com ou sem agricultura

Gustavo Bernardes/ABr

A maioria dos empresários brasileiros (59%) defende que o governo deve avançar nas negociações para a formação da Área de Livre Comércio das Américas (Alca), mesmo que não haja, por parte dos Estados Unidos, flexibilidade nas negociações para a liberalização do comércio de produtos agrícolas. A constatação é de um estudo da Associação Brasileira de Comércio Exterior (Abracex) feito em 310 pequenas, médias e grandes empresas de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná. Segundo o estudo, divulgado hoje, 64% dos empreendedores defendem que as mercadorias industriais de maior valor agregado são mais importantes para a economia do país que os produtos agrícolas.

"É evidente que temos interesse que a Alca se abra para tudo, mas se não houver essa abertura, temos que apostar nos manufaturados", disse o diretor da Abracex, Benedito Pires de Almeida, lembrando que os Estados Unidos compram mais produtos manufaturados do Brasil que básicos.

A pesquisa mostrou ainda que a Alca traria bons resultados para o país desde que não fosse menosprezada pelos negociadores brasileiros. Para 67% dos entrevistados, a Alca seria um bom negócio para o Brasil, como a Área de Livre Comércio da América do Norte (Nafta) foi para o México.

A pesquisa revelou também que os empresários defendem que as negociações do Brasil para a formação da Alca devem ser feitas em bloco com o Mercosul e não de forma unilateral. "A Alca, ao contrário do que se apregoa, só irá aumentar nossas exportações para os países da América do Norte, se o Brasil e as nações integrantes do Mercosul não criarem situações negativas para o comércio das Américas", destacou o estudo.

Segundo o diretor da Abracex, apesar do fracasso na reunião de Cancún, o Brasil agora tem chances de "um diálogo mais favorável", disse Benedito.

Ele enfatizou que a atual posição do Itamaraty de flexibilizar as negociações é melhor que a postura anterior ao encontro entre o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, e o representante de Comércio dos Estados Unidos, Robert Zoellick. A reunião de Amorim com Zoellick ocorreu na semana passada em Washington. "Comércio é toma lá, dá cá", concluiu o diretor da Abracex.

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