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22/08/2005 14:09

Dívida do país em títulos cresceu 13% no ano

Stênio Ribeiro / ABr

O Tesouro Nacional resgatou R$ 54 bilhões em títulos no mês de julho, superando os R$ 51,6 bilhões de emissões de títulos públicos no mês. Apesar disso, o total da Dívida Pública Mobiliária Federal Interna cresceu 1,84% em relação ao mês anterior e chegou a R$ 915,67 bilhões, por causa dos pagamentos de juros da dívida. No ano, o aumento foi de R$ 105,41 bilhões, ou 13,01% na comparação com os R$ 810,26 bilhões de dezembro do ano passado.

Os números foram anunciados hoje (22) pelo coordenador de Operações da Dívida Pública do Tesouro, Paulo Fontoura Valle. Ele disse que R$ 47 bilhões dos resgates eram referentes a títulos com vencimento no mês e R$ 7 bilhões resultaram de operações de compra ou troca antecipada de Letras Financeiras do Tesouro (LFT), medida necessária para reduzir o excesso de liquidez bancária, conforme acrescentou o chefe do Departamento de Operações de Mercado Aberto do Banco Central, Ivan Gonçalves.

Os analistas do Tesouro e do BC divulgaram o relatório referente a julho, no qual se constata que o maior volume de títulos em poder do público continua atrelado à taxa básica de juros (Selic). O total aumentou de R$ 517,28 bilhões, em junho, para R$ 530,01 bilhões em julho, o que equivale a evolução de 57,13% para 57,88% na composição da dívida.

É alta, também, a parcela de títulos com correção prefixada, que somam R$ 204,84 bilhões, ou 22,40% do total. A seguir vêm, por ordem decrescente, R$ 125,41 bilhões (13,70%) atrelados a correções por índices de preços, R$ 32,82 bilhões (3,58%) corrigidos pelo câmbio e R$ 22,59 bilhões (2,47%) de títulos antigos com correção pela Taxa Referencial (TR). Paulo Valle enfatizou que o prazo médio da dívida aumentou de 27,1 meses, em junho, para 27,6 meses.

De acordo com o relatório, a dívida com vencimento nos próximos 12 meses soma R$ 404, 26 bilhões, ou 44,15% do total de títulos em poder do público; R$ 239,36 bilhões (26,14%) vencem entre um e dois anos. Os títulos restantes, no valor de R$ 272,05 bilhões vão vencer de agosto de 2007 em diante.

Ivan Gonçalves explicou que o BC interveio 17 vezes no mercado, no mês de julho, com vistas a administrar a liquidez de curtíssimo prazo das reservas bancárias. Em 11 delas, no início do mês, com volume financeiro médio de R$ 14,5 bilhões, tomou recursos a juros de 19,72% em operações compromissadas de um a cinco dias úteis; e nas demais intervenções, na segunda metade de julho, pagou taxa de 19,78% em operações menores, com volume médio de R$ 2,9 bilhões.

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