Cassilândia, Sexta-feira, 22 de Novembro de 2019

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25/10/2019 08:40

Descarte irregular de lixo gera de doenças a graves problemas ambientais

Correio do Estado

Desconhecimento, preguiça e falta de consciência ambiental são as principais justificativas utilizadas por quem mantém o hábito de descartar irregularmente o lixo. Para combater a prática e promover a conscientização sobre o tema, dos dias 18 a 27 de outubro ocorre a Semana Lixo Zero, evento promovido em Campo Grande através de parcerias entre a Prefeitura, universidades da cidade, órgãos públicos e empresas privadas. Acontecendo entre os dias 21 a 26 na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), a iniciativaconta com a adesão de acadêmicos, professores e servidores que se propõem a repensar atitudes prejudiciais.

Promovido a nível nacional através do Instituto Lixo Zero Brasil, a campanha acontece durante esta semana em outras 77 cidades do país. Em Campo Grande, as atividades acontecem em vários locais da cidade. Um dos pontos de mobilização, a UFMS recebe ao longo da semana mostras de projetos, feira, coleta de resíduos e seminários, a Semana Lixo Zero é coordenada na universidade pela professora da Faculdade de Engenharias, Arquitetura e Urbanismo e Geografia, Karina Righi Cavallaro. “O intuito principal é a mobilização e sensibilização da sociedade de que o descarte irregular é um problema para os indivíduos e para o meio ambiente. Muitas vezes temos a consciência, mas falta a sensibilização e também a atitude”, explica.

Para Cavallaro, um dos pensamentos a serem combatidos é a necessidade de retorno financeiro, como acontece com latinhas de alumínio, para que a coleta seletiva seja realizada. “As pessoas precisam entender que o retorno é também em saúde, em preservação ambiental. É preciso que a população esteja consciente dos malefícios para que mudanças aconteçam”, afirma a professora.

Entre os resíduos coletados durante a Semana Lixo Zero estão pilhas, recicláveis, lâmpadas, baterias, eletrônicos, medicamentos e óleo de cozinha, objetos que durante o descarte costumam ser depositados em lugares inapropriados, causando danos à saúde e meio ambiente. Desde de segunda-feira, o ponto de coleta da universidade recebeu 26 litros de óleo, 20,2 kg de pilhas, 32,9 kg de papéis e 4,5 kg de plástico.

Um dos pontos que a campanha é reforçar a ideia de responsabilidade pelo lixo produzido, desde o momento em que um produto é comprado até o momento do seu descarte. Presente na feira exposta no corredor central da universidade, Flávio Shinzato, diretor-tesoureiro do Conselho Regional de Farmácia, comenta os perigos do descarte impróprio de medicamentos. “São produtos químicos solúveis que, quando jogados no esgoto, podem entrar em contato com outras substâncias e reagir. O controle é perdido, a substância pode se tornar tóxica, cancerígena”, alerta.

Buscando visibilidade, estão expostos no corredor central da UFMS projetos sociais de reciclagem, pesquisas de acadêmicos e iniciativas de coleta. Iniciativas como a coleta de lixo na cachoeira Céuzinho, realizada por acadêmicos de Artes Visuais e Engenharia Ambiental, e a compostagem de resíduos orgânicos feita por estudantes de Engenharia de Alimentos, são algumas das atividades que compõem a feira.

Um das iniciativas com maior adesão, o MS Tampinhas é um dos projetos divulgados no local o durante a semana mas que atuam o ano inteiro. Ação promovida pela ONG Mapan Campo Grande, a coleta de tampinhas de garrafas é feita por voluntários e o intuito é angariar fundos para a castração de animais de ruas. A venda de um quilo de tampinhas vale aproximadamente R$0,65, sendo necessários aproximadamente 462 kg para a castração de um cão.

Entre as pesquisas expostas por acadêmicos durante a semana está as dos alunos de Licenciatura em Biologia, André Nunes e Luana Pedroso, que para desenvolver o trabalho recorreram a uma realidade próxima da vida universitária e que por muitas vezes passa despercebida: o lixo jogado no chão dos bares da região. Bitucas, copos plásticos e garrafas se acumulam após as sextas-feira, situação que traziam incômodo para os dois acadêmicos. “Para iniciar, aplicamos questionários com quem frequenta os bares sobre a noção que muitos tinham sobre meio ambiente, muitos acham que é somente árvore, não se enxergam dentro do meio ambiente”. Como proposta para solucionar o problema, o próximo passo é arrecadar dinheiro para instalar lixeiros nas proximidades dos estabelecimentos e realizar campanhas de conscientização com estudantes.

Para a docente responsável pela organização do evento na universidade, é necessário que as ações se estendam para o dia a dia da sociedade, não ficando restritas a campanhas. “Nosso intuito é conscientizar que o lixo que você gerou é problema de todos. O importante é que essas atitudes não sejam só coisas pontuais, devem fazer parte do cotidiano”, conclui.

AÇÕES

Dentre as atividades promovidas ao longo da semana em outros locais que aderiram à campanha estão a apresentação das ações do movimento Campo Grande Lixo Zero, visita técnica à Usina de Triagem de Resíduos (UTR), palestra com as catadoras, organização de um mapa dos locais de descarte na cidade, ou Ecopontos, atividades nas hortas comunitárias, campanha Escolas Lixo Zero, intervenções urbanas, campanha de coleta de resíduos eletrônicos, diálogos sobre resíduos da construção civil, oficinas gratuitas sobre reciclagem de papel reciclado, bonecos de lã, compostagem, produtos de limpeza naturais, hortas domésticas e outros, além de feira de sustentabilidade e evento de moda sustentável.

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