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19/06/2007 13:52

Deputado nega contravenção e questiona prova da PF

Maristela Brunetto e Graciliano Rocha/Campo Grande News

O deputado estadual José Ivan de Almeida (PSB), o coronel Ivan, fez um longo discurso na manhã desta terça-feira na Assembléia Legislativa para falar sobre a interceptação de conversa telefônica dele com um dos presos na Operação Xeque-Mate, contra os caça-níqueis. O deputado negou envolvimento com a contravenção e questionou a prática da interceptação telefônica e uso como prova judicial.

O deputado não falou sobre o teor do diálogo que veio a público, onde ele conversa com Ary Portugal, apontado como chefão de um dos esquemas de exploração do jogo. O militar cobra R$ 100 mil referente a faturamente de máquinas. O coronel disse que a conversa foi divulgada sem contexto, com trechos pinçados. Publicou-se até onde houve interesse, disse no discurso.

Almeida disse que sofreu execração e sequer foi notificado para se defender. Ele não é investigado pela PF, uma vez que tem foro privilegiado e falta autorização judicial. Portugal já foi preso e indiciado. Assim como ele, dezenas de pessoas passaram por grampos, que pegaram até diálogos envolvendo o irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Genival, o Vavá, com um dos chefões do jogo, Nilton Cezar Servo.

O deputado disse que se defenderá oportunamente, e apontou como instância para defesa o Judiciário. Ele afirmou ter provas que desmentem “categoricamente” suposto envolvimento com o jogo e relatou também ter testemunhas em sua defesa. O coronel apontou ainda sua atuação no serviço público, há 30 anos como militar. Seu último posto foi de comandante da PM.

Segundo o coronel, não há gravações que apontam o nome dele ou envolvidos citando-o como partícipe da contravenção. Ele disse ainda que sofreu “ação raivosa” e pediu clima de serenidade e respeito para se defender. “Não é justo ser banido, execrado”.

Exposição na imprensa- A exposição pública foi um dos pontos destacados na defesa do coronel diante da divulgação de conversa telefônica com um dos presos na Xeque-Mate. Ele relacionou outros casos de pessoas denunciadas e expostas na mídia que depois se revelaram acusações falsas. Ele citou Ibsen Pinheiro, o ex-ministro da Saúde Alceni Guerra e o emblemático caso Escola Base, onde a escola paulista foi envolvida em denúncias de assédio contra crianças e depois descobriu-se que não procediam.

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