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14/08/2014 07:30

Depois de um infarto, professor "pisou no freio" e foi fazer crochê

Elverson Cardoso, Campo Grande News
\Professor faz cachecol, meias, toucas, entre outros acessórios. (Foto: Marcos Ermínio)\Professor faz cachecol, meias, toucas, entre outros acessórios. (Foto: Marcos Ermínio)

 

Em 2009, a vida deu um baita susto no professor de matemática Miguel Arcanjo Pontes Pimentel, 63. Na época, com 58 anos, o paraense, radicado em Mato Grosso do Sul há três décadas, infartou, mas, felizmente, resistiu.

O ataque cardíaco serviu de lição. Um ano depois, recuperado, Miguel se deu conta de que precisava desacelerar. Decidido a ter uma nova vida, ele pisou no freio e foi fazer crochê. Hoje, o professor continua a lecionar, dá aulas em três escolas, mas à noite, quando chega em casa, vai direto para as agulhas, linhas e o inseparável tear.

Como começou essa história? Quem conta é ele mesmo...


Depoimento a Elverson Cardozo repórter do Lado B Campo Grande News

Infartei no dia 3 de outubro de 2009. Um ano depois comecei a mexer com crochê. A primeira peça que fiz foi um tapete. Fiz do meu jeito. Saiu torto para lá, torto para cá, mas deu para forrar o chão. Está em casa. A gente usa.

Tive esse ideia em uma viagem que fiz para Porto Alegre. Estava voltando para Campo Grande, esperando o voo que estava atrasado e, andando pelo aeroporto, encontrei um senhor fazendo tricô, aí pensei: acho que vou fazer isso quando ficar velho. Nessa época nem era velho.

Nunca fiz tricô, porque acho um pouco mais difícil. O crochê é mais fácil. Antes eu já fazia tapetes com pontos de arraiolos. Tecia em cima de uma tela. Mas esse material é difícil de vender. O pessoal não dá valor ao trabalho que você faz.

Nunca pedi ajuda de ninguém para aprender crochê. Eu mesmo, pela curiosidade, fui vendo em revistas e na internet. Achava que jamais tiraria uma peça vendo desenho, e já fiz tantas...

Eu faço com agulha e dois teares, um redondo e outro retangular. Estou fazendo gorro, cachecol e, por último, aprendendo a fazer meias de lã por causa do frio. Xale também já fiz. Tem acessórios femininos e masculinos.

Faço no meu tempo disponível, geralmente à noite, depois que chego do colégio. Às vezes fico até meia noite envolvido com alguma coisa. Quando vou dormir é só deitar e fechar os olhos. É muito bom. Cada vez que você faz, com mais vontade fica.

Meus alunos sabem porque eu levo para a escola. Vendo mais para colegas de trabalho e está fazendo sucesso. Tá andando o Brasil todo. Já mandei para Belém, Aracaju... Florianópolis tem encomenda.

Tenho uma incentivadora muito grande, que é minha mulher. Tudo o que eu faço ela diz que está bonito e eu acho também. Já que ela fala...

 

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