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16/01/2004 03:40

Depois de 15 anos "sucatão" será substituído

Gabriela Guerreiro/ABr

Há mais de 15 anos como o avião oficial de transporte de longa distância dos presidentes da República, o Boeing 707 da Força Aérea Brasileira (FAB), conhecido como “Sucatão”, será substituído. A Presidência da república decidiu comprar uma nova aeronave, o Airbus ACJ, para atender às necessidades definidas pelo Comando da Aeronáutica como viagens internacionais sem escala e longa capacidade de vôos. O novo avião poderá fazer, de forma direta, rotas como Brasília-Paris ou Brasil-EUA e Canadá.

O governo vai gastar US$ 56,713 milhões para garantir a compra do novo avião. O valor será dividido em seis parcelas, que estão sendo pagas desde dezembro do ano passado. A expectativa do Ministério do Planejamento é encerrar os pagamentos da aeronave em março do ano que vem, e as parcelas relativas ao apoio logístico, como suprimento e manutenção, em 2009. O contrato para a aquisição da nova aeronave foi firmado com a empresa Airbus Groupement d´Intérêt Economique (GIE) e prevê a reposição de equipamentos no solo, treinamento operacional, manutenção e assistência técnica. O governo ainda não definiu, porém, quando a aeronave será colocada em operação.

A Airbus fabrica o ACJ de forma personalizada. As variações são inúmeras e podem atender ao gosto de cada um de seus compradores. O governo ainda não divulgou a configuração do novo avião, mas nas versões mais luxuosas a aeronave pode transformar assentos em camas e garantir suíte com chuveiro. De acordo com a configuração escolhida, o avião poderá ter entre 18 e 40 assentos.

Segundo o Ministério do Planejamento, que coordena a compra da nova aeronave, a frota da Força Aérea de Boeings 737 e 707 já estava obsoleta e inadequada para viagens transcontinentais devido à tecnologia ultrapassada. Além disso, os Boeings também não atendem à nova legislação da Organização de Aviação Civil Internacional, registram alto consumo de combustível e custo de apoio logístico muito elevado. “O transporte de chefes de Estado e de Governo em praticamente todos os países do mundo reveste-se de características e de exigências extremamente rígidas, particularmente nos quesitos relacionados à segurança. Dessa forma, a aquisição no presente momento mostra-se, além de oportuna, extremamente necessária”, afirma nota divulgada pelo Ministério do Planejamento.

Embora antigo, o “Sucatão” caiu nas graças do presidente Luiz Inácio Lula da Silva desde o início de seu governo. A polêmica sobre a utilização da aeronave voltou à tona quando Lula resolveu reativar a aeronave no início de 2003, durante retorno de viagem à França. O “Sucatão” havia sido aposentado pelo seu antecessor, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, no final de 1999, depois de uma pane na aeronave em pleno ar - quando o então vice-presidente Marco Maciel retornava da China para o Brasil. Fernando Henrique passou a utilizar, a partir de então, um Airbus da TAM em seus deslocamentos internacionais. A Presidência da República abriu na época processo de licitação para selecionar a melhor oferta de transporte para o presidente brasileiro.

Por considerar elevados os custos com o Airbus da TAM, Lula optou por utilizar o “Sucatão” em suas viagens internacionais. O presidente voou na aeronave em visitas a mais de dez países, e nunca escondeu ser um fã do conforto e da comodidade oferecidos pelo avião – mesmo diante dos apelos para que não utilizasse a aeronave.

Denominado pela FAB como KC-137, o “Sucatão” foi montado nos anos 80 sobre a plataforma de um Boeing 707. A plataforma do avião, porém, já está em uso desde a década de 60. Embora muito antiga, a aeronave oferece conforto aos seus passageiros. O avião foi todo transformado para acomodar o presidente da República e primeira-dama, com direito a cama de casal, chuveiro e corredores espaçosos.

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