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12/09/2005 11:01

Correios podem fechar as portas na quarta-feira

Malu Prado - Campo Grande News

A onda de greves dos servidores públicos federais está longe de chegar ao fim. Após o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), agora é a vez dos Correios. A ameaça de greve por tempo indeterminado saiu após o Sindicato dos Trabalhadores dos Correios não aceitarem proposta de reajuste oferecido pela estatal. Nacionalmente, a categoria deliberou para o início da paralisação na quarta-feira.

São 1.400 trabalhadores empregados em 80 agências espalhadas pelos municípios de Mato Grosso do Sul. Por dia, eles postam e distribuem em média 180 mil objetos somente em Campo Grande e 300 mil em todo Estado, conforme dados passados pelos próprios Correios.

O impasse começou em agosto, data-base da categoria. Os Correios oferecem reajuste de 8%; abono de R$ 400,00; aumento do vale alimentação de R$ 13,50 para R$ 14,00; concessão de vale cesta alimentação de R$ 80,00 para dezembro e manutenção dos benefícios médicos já concedidos em acordos anteriores. Ao todo, o aumento corresponde à reposição do IPCA entre agosto de 2004 a 2005. Porém os funcionários pedem a reposição da inflação, mais um ganho real de 20% e a reposição das perdas salariais de 52% parcelada.

O secretário de Administração e Finanças do Sindect (sindicato que representa os servidores), Daniel Moreira dos Santos, afirma que os trabalhadores não vão aceitar a proposta. “Não vamos aceitar porque o valor que eles oferecem representa um ganho real de apenas 1,43%, sendo que a defasagem salarial chega a mais de 52%”, explica.

Os servidores votam amanhã, em assembléia às 18h30, na Escola Estadual Maria Constança de Barros, no centro de Campo Grande, o indicativo de paralisação na quarta-feira (14). Dirigentes sindicais fazem panfletagem nas agências nesta manhã para mobilizar os trabalhadores.

A última greve da categoria foi em 2003, quando todos os serviços pararam. No ano passado os trabalhadores tiveram reajuste de 15%. Além dos serviços ligados a correspondências e ecomendas, os Correios exercem funções bancárias, como recebimento de algumas contas. Se houver greve, a assessoria de imprensa informou que os Correios entrerá na Justiça com pedido de liminar para que os trabalhadores cumpram um percentual negociável de atendimento.

Além das 80 agências do Estado, há 29 franquias dos Correios que não pararam os serviços. Essas agências franquiadas estão somente nas maiores cidade: Campo Grande, Dourados, Três Lagoas e Aquidauana.

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