Cassilândia, Sexta-feira, 24 de Maio de 2019

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26/04/2019 14:00

Constrangimento e intimidação: MP quer fim de protestos em júri de PRF

Campo Grande News

Remarcado para 30 de maio, o julgamento do policial rodoviário federal Ricardo Moon tem pedido do MP/MS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) para que a manifestação de colegas, que foram ao primeiro julgamento com camisetas estampando a frase “Força Moon”, e amigos, que usaram camiseta com a frase “Eterno Adriano Correia”, fique do lado de fora do plenário, onde acontece o júri popular.

A promotora Lívia Carla Guadanhim Bariani pediu ao juiz da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, Carlos Alberto Garcete, que não seja autorizada a entrada, no plenário, de agentes rodoviários uniformizados e parentes da vítima com camisetas enaltecendo protestos.

No dia 11 de abril, o julgamento aconteceu no período da manhã, com depoimentos de duas vítimas e do réu. Contudo, um dos sete jurados teve crise de hipertensão e o julgamento foi cancelado.

Conforme o pedido, a manifestação no plenário pode influenciar o ânimo de todos os presentes, bem como a decisão dos jurados.

"Assim, a realização da sessão plenária, livre de quaisquer manifestações ou representações mesmo que pacíficas -in locco -, evita constrangimentos, intimidações e eventuais interrupções do julgamento, bem como permite às partes exporem seus posicionamentos a fim de que ocorra a decisão de forma justa”, afirma a promotora no pedido.

O Ministério Público também se manifestou para que não seja acolhida no processo uma mídia apresentada pela defesa. Segundo o processo, o vídeo exibe as vítimas numa festa, mas sem data e horário. As imagens não tinham passado por perícia.

Força - No primeiro julgamento, cerca de 70 policiais entre rodoviários federais, militares, civis e guardas municipais foram ao Tribunal do Júri. O SINPRF (Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais de Mato Grosso do Sul) deu apoio logístico para o café da manhã, realizado na calçada do Fórum, e camisetas.

Ricardo Moon será julgado pela morte do empresário Adriano Correia Nascimento (motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima) e tentativas de homicídio contra Agnaldo Espinosa da Silva (que sofreu fratura ao pular da caminhonete) e Vinícius Cauã Ortiz Simões (baleado nas pernas).

De acordo com a promotoria, no dia 31 de dezembro de 2016, por volta das 5h40, na avenida Ernesto Geisel, esquina com a Rua 26 de Agosto, em Campo Grande, o acusado matou Adriano e tentou matar as outras duas vítimas. O policial conduzia um veículo Mitsubishi Pajero, enquanto Adriano estava em uma caminhonete Toyota Hilux.

Prévia – No julgamento de 11 de abril, o advogado Renê Siufi, que atua na defesa do policial, centrou o questionamento no consumo de bebida alcoólica das três vítimas, incluindo Vinícius, que na época tinha 16 anos e relatou ingestão de cerveja e vodka, além de perguntar se os amigos sabiam que Adriano consumia droga, agredia funcionária, caluniou pessoa, furtou energia elétrica e tinha medida restritiva.

Já a acusação questionou a todo tempo o posicionamento do policial na hora dos disparos. A perícia aponta que o atirador estava no vértice esquerdo do veículo, portanto, não na frente da caminhonete. Ricardo Moon conta que pulou para a lateral com intuito de salvar sua vida, em legítima defesa.

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