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23/02/2015 06:20

Congestionamento gigantesco em Chapadão do Sul repercutiu em vários estados

Chapadense News

Chapadão do Sul ganhou destaque nacional neste domingo devido ao protesto dos empresários e trabalhadores do setor de transporte de cargas que bloquearam a MS-306, causando um congestionamento de mais de cinco quilômetros. Juntamente com o Paraná e Santa Catarina o município representou o Mato Grosso do Sul no segundo dia de mobilização da categoria contra o aumento dos combustíveis no domingo. Somente carros de passeio e caminhões com cargas vivas ou perecíveis estão sendo liberados nos dois sentidos da rodovia.

Os trabalhadores do ramo de transporte de cargas de Chapadão do Sul já conseguiram chamar a atenção do governo do estado para suas reivindicações. Na tarde deste domingo representantes da governadoria entram em contato com as lideranças do movimento. Não foi revelado o teor da conversa, mas a categoria cobra as promessas de campanha em torno da revisão da alíquota do ICMS do estado, um dos mais caros do Brasil e com sérios reflexos no preço do óleo diesel. O valor dos fretes não acompanha os demais itens da cadeia de serviços afetados pela majoração.

A Rádio Gaúcha de Porto Alegre chegou a destacar a formação de longas filas de caminhões em Chapadão do Sul devido à interdição da MS-306. A repercussão na mídia teve início na sexta-feira com o site chapadensenews.com.br. Logo a seguir vários veículos de comunicação da Capital repercutiram o assunto, entre elas a TV Morena que eviou uma equipe de reportagem para o local neste domingo. O G1MS passou a dar muito espaço em sua grade de jornalismo para este assunto que de interesse nacional que tem Chapadão do sul como "carro chefe" no MS. As lideranças do movimento já conseguiram chamar atenção do governo do estado, falta apenas abrir um canal de negociação confiável para diminuir os prejuízos dos transportados e também dos empresários que pagarão o aumento decretado pelo governo federal.

Além de Chapadão do Sul, Paraná e Santa Catarina (hoje) foram realizadas interdições no Km 650 da MG-040, em Cristiano Otoni, na região central. A Fernão Dias está interditada em Igarapé, Grande BH e em Carmópolis de Minas, Oliveira e Santo Antônio do Amparo. Há protesto ainda na BR-356, no bairro Olhos D'Água, Região Oeste de Belo Horizonte. Ali, apenas os caminhões são impedidos de passar. A mesma situação é verificada em São Paulo, Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul.

A Justiça Federal em Minas Gerais havia determinado, na terça-feira, através de uma decisão em caráter liminar, o desbloqueio imediato de todas as rodovias federais no estado que estejam com trânsito interditado por caminhoneiros, filiados ou não a sindicatos. Mas a determinação foi ignorada. Segundo a decisão, são citados como réus a União Geral dos Trabalhadores de Minas Gerais (UGT-MG) e o Sindicato dos Transportes Autônomos de Carga de Minas Gerais (Sinditac-MG). Cabe recurso.

Multa de R$ 6,3 milhões por interdições

No Rio de Janeiro, a juíza Fabíola Utzig Haselof, da 26ª Vara Federal, determinou a penhora dos bens do Movimento União Brasil Caminhoneiro (MUBC) e do presidente do grupo, Nélio Botelho, por terem convocado manifestações que interditaram rodovias federais. O valor da multa é de mais de R$ 6,3 milhões e, se a decisão for descumprida, a pena diária será de R$ 100 mil por cada hora de interrupção ao tráfego. Também cabe recurso.

Em entrevista à rádio CBN, Botelho disse que “o problema principal dos caminhoneiros e transportadores, de forma geral, está relacionada aos pedágios, ao custo do óleo diesel”.

A Justiça de São Paulo também proibiu na terça-feira que caminhoneiros fechem estradas durante protestos e determinou multa de R$ 20 mil por hora ou obstrução realizada. A liminar concedida pelo juiz Randolfo Ferraz de Campos, da 14ª Vara da Fazenda Pública, atende a um pedido do governo do Estado de São Paulo.

Várias estradas foram bloqueadas durante protestos nesta segunda-feira, casos da Castello Branco, da Anchieta e do Rodoanel. No Litoral Sul, o fechamento da rodovia Cônego Domenico Rangoni impediu o acesso ao Porto de Santos. A via só foi liberada com a chegada da Tropa de Choque da Polícia Militar, que precisou usar bombas de efeito moral.

Protestos pelo país

Na Bahia, centenas de caminhões estão parados na BR-116. Muitos motoristas estão preocupados porque há cargas com produtos perecíveis e que correm risco de estragar.

No Rio Grande do Sul, de acordo com a Polícia Rodoviária Federal, duas rodovias federais estão bloqueadas. No Sul do estado há dois pontos com protestos. Por volta das 6h, foi feito o bloqueio no Km 66,3 da BR 392, em Pelotas. Os manifestantes proíbem a passagem de caminhões no trecho. Também no mesmo horário, no km 118,4 da mesma rodovia, começou outra manifestação. No Litoral Norte, o bloqueio parcial continua na BR-101, em Três Cachoeiras. Na Região Norte, o bloqueio ainda ocorre em Palmeira das Missões, na BR-468.

Os manifestantes pedem, além da redução do preço do diesel e dos pedágios, que seja tabelado do preço dos fretes. Eles também pedem a revogação da Lei Federal que determina descanso de 11h a cada 24 trabalhadas e 35h de folga semanal, além de horário de intervalos diários.

O protesto, segundo os caminhoneiros, deve seguir até que representantes do governo se reúnam com líderes do sindicato da categoria. Caminhoneiros continuam o protesto em duas rodovias de Mato Grosso, nesta quarta-feira. A manifestação ocorre no Km 16 da BR-364, saída de Cuiabá para Rondonópolis. E também na MT-407, conhecida como Rodovia dos Imigrantes, em Várzea Grande.

Seis pontos estão bloqueados para passagem de caminhões no Espírito Santo desde a manhã de segunda-feira. Há apenas uma faixa em cada sentido para a passagem de veículos menores, ambulâncias e ônibus. Na Rodovia do Contorno, os Kms 189 e 193 foram fechados. Na BR-262, as retenções estão em Areinha, Viana. Também existem bloqueios em Iconha, Rio Novo do Sul e no trevo de Atílio Vivácqua. Os caminhões que tentam passar são retidos.

Em Santa Catarina, os protestos se concentram em cinco pontos de rodovias federais no oeste do estado. As paralisações concentram-se em trechos das cidades de Maravilha, São Miguel do Oeste e Catanduvas, Cunha Porã e Palmitos.

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