Cassilândia, Segunda-feira, 26 de Junho de 2017

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20/06/2017 14:20

Comissão de Assuntos Sociais do Senado rejeita reforma trabalhista

Agência Brasil

O relatório da reforma trabalhista foi rejeitado por 10 votos a 9 na CAS (Comissão de Assuntos Sociais do Senado) nesta terça-feira (20). Mesmo assim, o texto segue em tramitação e vai para a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) antes da apreciação final no plenário, esperada para acontecer na próxima semana, segundo matéria do Estadão.

Na quarta-feira (21) será a vez do senador Romero Jucá (PMDB-RR) ler seu relatório na CCJ. Como após a leitura do relatório é comum ter um pedido de vista coletiva, a votação da reforma trabalhista na CCJ deverá ocorrer no próximo dia 28. A partir daí, o texto estará pronto para análise no plenário da Casa. A expectativa na base governista é de que essa votação ocorra até a primeira semana de julho.

Os defensores do texto afirmam que um dos eixos da proposta é a prevalência do negociado sobre o legislado, com reforço dos acordos coletivos e novo enfoque nas negociações individuais entre patrão e empregado em vários pontos, como o acúmulo e uso de banco de horas, horas extras, compensação de jornada e horários de descanso para a mulher.

No relatório, Ferraço destaca que leis excessivamente duras têm efeitos maléficos no nível de emprego e no crescimento econômico, pois a regulação pesada dessas relações vem, a seu ver, associada a "uma economia informal maior, a uma baixa taxa de participação na força de trabalho e alto desemprego, atingindo especialmente os jovens". O senador afirma ainda que há salvaguardas e limites para a prevalência da negociação sobre a lei no próprio texto da reforma trabalhista, como a manutenção da participação dos sindicatos nesses acertos.

Sobre o fim da contribuição sindical obrigatória, Ferraço defende que a medida cria um poderoso incentivo para que os sindicatos atendam de fato aos interesses dos trabalhadores, que só vão contribuir para as entidades se estiverem satisfeitos com a representação.

Em resposta às críticas que o texto sofre, o relator lembra pontos que, em nenhuma hipótese, podem ser negociados e que , avalia, dão segurança ao empregado. É o caso do salário mínimo, décimo terceiro salário, da remuneração de hora extra, do repouso semanal remunerado, das férias e da garantia de pagamento do adicional de um terço do salário, por exemplo.

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