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07/10/2016 16:28

Ciência pode melhorar qualidade dos alimentos que a população consome

Portal Brasil

Para ampliar o conhecimento sobre o assunto, o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), em parceria com a Universidade Estadual Paulista (Unesp), criou um centro de referência em segurança alimentar para o desenvolvimento de pesquisas que apoiem a formulação de políticas públicas.

As contribuições da ciência para a produção de alimentos e a segurança alimentar fazem parte da 13ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, que o MCTIC realiza entre 17 e 23 de outubro, em todo o País.

"Vencemos a primeira etapa, que era vencer a fome de forma endêmica. O próximo passo é fazer com que as pessoas se alimentem melhor e de forma mais saudável", afirmou o diretor do Departamento de Ações Regionais para Inclusão Social do MCTIC, Osorio Coelho.

Segundo ele, a ciência e a tecnologia têm papel importante na qualidade dos alimentos que a população consome. "Isso envolve um viés de pesquisa e inovação, porque a segurança alimentar é muito abrangente. Vai desde a questão do abastecimento até o acesso ao alimento, passando inclusive por doenças decorrentes de má nutrição. O papel da ciência e tecnologia é o de se chegar a soluções inovadoras e que possam incluir socialmente as pessoas e de uma forma a alimentação delas seja mais saudável e que elas tenham acesso a alimentos de qualidade", explicou.

Na visão do membro do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) e professor emérito do Departamento de Nutrição da Universidade Federal de Pernambuco (IFPE), Malaquias Batista Filho, a ciência é a base para a geração de conhecimento e a construção de políticas públicas mais eficazes para garantir o acesso da população a alimentos com qualidade e em quantidade suficientes.

"Há uma série de dimensões que temos que abordar quando falamos em segurança alimentar e nutricional. Uma produção sustentável e que traga alimentos de qualidade, o acesso da população a esses alimentos e a forma como eles são consumidos, por exemplo. A construção de conhecimento baseado nessas dimensões é fundamental para conhecermos melhor as necessidades e que tipo de ações devemos tomar para garantir a segurança alimentar. Além disso, pode-se moldar ações de saúde e de promoção da qualidade de vida com base nessas mesmas informações. A pesquisa é a base para termos um quadro de real segurança alimentar no Brasil", afirmou Batista Filho.

Para a médica epidemiologista e professora do Departamento de Medicina Preventiva e Social da Universidade de Campinas (Unicamp), Ana Maria Segall Corrêa, o Brasil "avançou muito" na produção de conhecimento em segurança alimentar nos últimos anos. Porém, ainda é preciso aumentar o número de estudos e publicações voltados ao tema.

"Avançamos bastante, mas precisamos construir um conhecimento mais abrangente para entendermos essas questões com mais clareza. O monitoramento permite a avaliação das medidas adotadas e é um instrumento muito importante para construirmos esse conhecimento", observou, durante debate no 2º Encontro Nacional de Pesquisa em Segurança Alimentar e Nutricional (ENPSAN), em Brasília (DF).

Interação

A ciência também serve como ponte para a troca de conhecimento entre academia, governo e sociedade. Segundo a analista em ciência e tecnologia da Coordenação-Geral de Pesquisa e Desenvolvimento da Segurança Alimentar e Nutricional (CGSA) do MCTIC, Elaine Martins Pasquim, a interação entre estes atores é importante para criar uma relação de ganhos para todos.

"É muito importante uma ação conjunta entre academia, políticas públicas e sociedade. A ciência é o elo entre todas elas. A sociedade oferece os subsídios para que a academia avalie, por meio de estudos, o impacto das políticas públicas. Também pode ser criada uma nova política pública com base em pesquisas. É uma relação simbiótica e que traz benefícios para todos", destacou.

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