Cassilândia, Quarta-feira, 07 de Dezembro de 2016

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07/10/2004 16:26

Carta Aberta: professora Adélia diz que lamenta

O Cassilandianews recebeu a seguinte carta da professora Adélia Dias dos Santos, que já foi vereadora e hoje é diretora da Escola Estadual São José, de Cassilândia.

LAMENTO

Não gosto de lamentar os acontecimentos, porém, agora vejo-me na obrigação de falar, porque não posso me calar agora. Como pioneira no legislativo cassilandense, não poderia deixar passar despercebido esse fato ocorrido no pleito de 3 de outubro, onde nenhuma mulher ocupou um lugar na Câmara Municipal.
Porque? Será que retroagimos no tempo? Tivemos muitas mulheres pleiteando, apresentando suas propostas, seus objetivos, contudo não foram contempladas.
Será que retroagimos no tempo, ou será preconceito mesmo? Não quero acreditar que nossa comunidade a mulher seja discriminada, achando que a mulher só serve para procriar e cuidar da sua prole. E, olhe que a mulher cassilandense é trabalhadora, cumpridora de seus deveres e bem determinada.
A Câmara Municipal não ficará nesses quatro anos com um tom muito machista? Não terá a harmonia que o toque feminino propõe.
Porque não confiaram nas mulheres? Eles gostam tanto de organizar as gavetas que estão desarrumada, tratar as pessoas com a meiguice o instinto maternal que lhes é próprio.
Mas, lamentamos o ocorrido dessa lacuna no legislativo, no período de 2005 a 2008.
Meu outro lamento é que não foi válido os ensinamentos que uma campanha proporciona, pois nossos representantes eleitos, andaram pela cidade, de cada em casa e constataram a vida de nossos municipes, pessoas que vivem de um salário mínimo com 5 a 7 pessoas em uma casa, com o mísero salário mínimo e as vezes, uma cesta, quando são agraciados, e que esses mesmos candidatos vencedores da eleição, pela confiança do povo que pensando que seriam defendidos ao colocar seu voto na urna, para amenizar a penúria na linha da pobreza, vêem agora seus eleitos querendo plácidamente repousar no aumento vergonhoso proposto pela Câmara Municipal.
Senhores vereadores, pensem em nossas crianças, que às vezes têm apenas uma refeição na escola. Coloquem a mão na consciência, a nossa cidade não têm condições para arcar com este aumento.
Analisem o que ganha o funcionário municipal, que trabalha oito horas por dia, a professora, o professor, o gari, o auxiliar e todos que ganham um salário de fome. E porque esta diferença se os senhores terão apenas quatro reuniões ordinárias por mes? Porque as extraordinárias é outra conversa. É o meu lamento.

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