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04/02/2005 16:10

Bom ano para máquinas agrícolas

Acrissul

A consolidação do Brasil como uma plataforma para a exportação de máquinas agrícolas coloca o setor numa posição de certa forma confortável diante das dificuldades previstas para este ano, por causa da alta do preço do aço e da desvalorização do dólar. Outro agravante é a queda no preço internacional das commodities, já que a perda de rentabilidade acaba levando o produtor rural a adiar seus investimentos.
Por conta disso, depois de anos sucessivos de forte crescimento nas vendas externas, a expectativa de um desempenho mais comedido na exportação neste ano é encarada pelo setor como uma volta à normalidade. O objetivo, diz o vice-presidente da Anfavea e diretor de relações externas da Case New Holland, Pérsio Pastre, é manter o "patamar extraordinário" alcançado nos últimos anos.

O Brasil fechou 2004 com exportações de máquinas e implementos agrícolas de US$ 1,727 bilhão, alta de 80% sobre o ano anterior, quando a receita obtida foi de US$ 962 milhões. Nada mal quando comparado com os resultados de 1999, ano anterior à implantação do Moderfrota, programa de incentivo à compra de máquinas agrícolas a juros subsidiados e que impulsionou a produção interna. Em 1999, as exportações de máquinas agrícolas somaram US$ 450,3 milhões.

Em unidades, foram exportadas no ano passado 30.992 máquinas, crescimento de 44,7% na comparação com 2003. Naquele ano, o crescimento foi ainda maior. O número de máquinas e implementos agrícolas vendidos para o exterior superou 2002 em 109,4%. Os números são da Anfavea.

Pastre atribui os bons resultados na exportação à "agressividade comercial" das empresas brasileiras, que investiram em tecnologia e hoje têm produtos adequados aos mais de 80 países para onde exporta. "Houve um forte investimento nas fábricas, do desenvolvimento do produto ao processo de produção e treinamento de pessoal. Com o aumento de produção lastreado no mercado interno, o Brasil conseguiu preço e maior produtividade", explica.

Adriano Pitoli, economista e analista da área automotiva da Tendências Consultoria, diz que o fato de o Brasil ser um importante mercado final explica não só o crescimento do setor de máquinas agrícolas, como o aumento das exportações de veículos automotores de pequeno porte. Segundo ele, a adoção do regime automotivo, no governo Fernando Henrique Cardoso, foi fundamental para atrair investimento externo. Montadoras que se instalaram aqui conseguiam importar componentes pagando menos imposto.

Além disso, para usufruir do Finame, linha de financiamento do BNDES, os fabricantes precisavam usar no mínimo 60% de peças nacionais, o que levou à ampliação das fábricas e novos investimentos. Hoje, de acordo com Pastre, a média de nacionalização nas máquinas e equipamentos agrícolas supera 80%.

"O Brasil também tem vantagem competitiva no aço", acrescenta Pitoli. Vantagem que, segundo ele, se mantém apesar da alta dos preços. "Se os preços estivessem subindo apenas no mercado interno seria preocupante, mas o aumento de preços é mundial, portanto, o Brasil segue com matéria-prima competitiva." Para o analista, além disso, a perspectiva de ampliação de comércio entre blocos, como Mercosul-União Européia, abre novos horizontes para o Brasil.

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