Cassilândia, Sexta-feira, 02 de Dezembro de 2016

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10/09/2011 22:53

Basquete: Depois de 15 anos Brasil volta a Olimpíada

O basquete masculino brasileiro voltará a disputar uma Olimpíada após três edições ausente. Mais de uma década de espera e frustrações terminou neste sábado, com uma vitória por 83 a 76 contra a República Dominicana, na primeira semifinal do Pré-Olímpico de Mar del Plata, na Argentina. Na decisão, o time verde-amarelo espera o vencedor de Argentina e Porto Rico.

Apesar de liderar o marcador na maior parte do jogo e chegar a abrir dez pontos de vantagem, a Seleção Brasileira confirmou a vitória em um último quarto dramático, no qual erros de derrotas dolorosas do passado quase se repetiram. Ao estouro do cronômetro, os jogadores explodiram de alegria.

Quando conseguiu vaga para os Jogos de Atlanta, em 1996, na última participação em uma Olimpíada, o Brasil ainda contava com a geração de Oscar, Janjão, Pipoka, Demétrius e Rogério, comandados por Ary Ventura Vidal.

A tradição de ser uma das forças das Américas foi retomada sob o comando do argentino Rubén Magnano, campeão olímpico com a seleção de seu país natal em 2004 e um dos mais conceituados treinadores do basquete atual. Dentro de quadra, o time, mesmo sem contar com jogadores importantes como Anderson Varejão, Nenê Hilario e Leandrinho - que pediram dispensa da competição -, mostrou qualidade e raça para fazer história.

A campanha quase irretocável neste Pré-Olímpico teve apenas uma derrota, justamente contra a República Dominicana, na primeira fase, e será sempre lembrada pela incrível vitória brasileira contra a \"geração dourada\" argentina, conquistada na última quarta, em solo rival.

Para o jogo deste sábado, que rendeu a vaga olímpica, o Brasil entrou em quadra com Marcelinho Huertas, Marquinhos, Alex Garcia, Splitter e Giovanonni. A República Dominicana contava com jogadores que atuam ou já atuaram na NBA, a liga americana de basquete: Al Horford, Jack Martínez, Luis Flores e Charlie Villanueva.

Do início até o último segundo, todos sabiam que não seria fácil. Vaiados pela torcida argentina, os jogadores só tiveram sossego quando o nome do técnico, Rubén Magnano, foi anunciado e ovacionado pelo público.

O Brasil comandou o placar durante todo o primeiro quarto, mas não de maneira tranquila. Duas jogadas de Tiago Splitter foram travadas por tocos adversários e cada cesta brasileira era prontamente respondida pelos dominicanos. Ainda assim, o time demonstrava confiança em jogadas como o primeiro arremesso de três pontos, convertido por Giovanonni, e uma enterrada de Rafael Hettsheimer, grande destaque da histórica vitória contra a Argentina em três dias antes, que saiu do banco já no início.

A primeira parcial terminou com o apertado placar de 18 a 17 para o Brasil. No segundo período, a República Dominicana voltou disposta a explorar o talento de todos os craques. O Brasil entrou com os gigantes - Rafael Hettsheimer, Augusto Lima e Caio Torres - para segurar o jogo de corpo rival.

Na beirada de quadra, Magnano parecia irritado com a arbitragem, assim como Splitter, que reclamava com o árbitro as faltas marcadas. De fato, o Brasil terminou o primeiro tempo com quase o dobro de faltas dos dominicanos. Com os caribenhos passando a frente, foi a vez da experiência voltar em quadra: Guilherme Giovannoni e Marcelinho Machado.

Já Marcelinho Huertas estava em mais um jogo atípico contra os dominicanos. Uma cesta de três pontos garantiu o placar a favor do Brasil nos últimos instantes do primeiro tempo: 39 a 36.

A tensão era nítida no rosto de todos os atletas, mas os brasileiros erravam menos. No terceiro quarto foi aberta a maior vantagem do jogo até então: oito pontos. O sonho olímpico parecia mais próximo e os arremessos de três brasileiros eram convertidos com eficiência.

Marcelinho Machado, cestinha, comandava o time. O jogo era pegado e Marquinhos deixou a quadra com o braço sangrando. O terceiro quarto terminou 62 a 55 para o Brasil e faltava apenas um período para a definição da tão sonhada vaga olímpica.

A etapa final começou faltosa. Os dominicanos, que jamais disputaram uma Olimpíada, davam a vida em quadra. O mesmo faziam os brasileiros, que vibravam a cada cesta. Quando o Brasil abriu onze pontos de vantagem, a arbitragem marcou uma andada de Alex e cancelou dois pontos.

Apesar de reclamações, o Brasil não se desesperou e, com cesta de Huertas, abriu dez pontos a 4 minutos do fim. Nos últimos anos, o basquete nacional sofreu inacreditáveis reviravoltas em jogos que pareciam ganhos e um filme passou pela cabeça dos torcedores quando os dominicanos diminuíram a vantagem para cinco pontos.

Para aumentar o drama, Giovanonni foi eliminado por exceder o limite de faltas a 3 minutos do fim. O Brasil precisava de tranquilidade, mas o semblante dos jogadores era tenso. Marquinhos converteu dois importantes lances livres quando o placar era de 76 a 72.

Os caribenhos arriscavam chutes de três que batiam no aro. A 1min40s do fim do jogo, Rafael Hettsheimer também deixou a quadra por excesso de faltas. A 1min do final, a vantagem brasileira era de cinco pontos. No fim, o Brasil segurou a bola, foi inteligente e assegurou a vitória e a classificação.

Por Terra

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