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25/03/2004 10:18

Ata do Copom justifica redução da taxa Selic

Stênio Ribeiro/ABr

A desaceleração dos preços, que abrangeu a maior parte dos produtos no comércio varejista, no mês passado, refletiu-se na evolução dos índices de preços ao consumidor e os núcleos de inflação perderam força no período, apesar das pressões de algumas "commodities" no mercado internacional e dos preços industriais no atacado.

Essa contenção de reajustes justificou a retomada do processo de redução da taxa básica de juros que, na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), semana passada, caiu de 16,5% para 16,25% ao ano. Embora pequena, essa queda ainda dividiu os participantes daquele colegiado do Banco Central. Tanto que a aprovação da redução teve três votos contrários.

Isso é o que revela a ata do Copom, distribuída hoje pelo BC, segundo a qual o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu para 0,61% em fevereiro, depois de três meses consecutivos de aceleração. Em sentido contrário, porém, a variação do Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) cravou 1,08%, em trajetória ascendente desde novembro do ano passado.

A ata do Copom destacou a contribuição individual das mensalidades escolares no IPCA de fevereiro, que havia pesado mais nos dois meses anteriores, por causa das matrículas e reajustes anuais das escolas. O grupo alimentação e bebidas, que tinha subido 0,88% em janeiro, variou apenas 0,15%, em razão da comercialização da nova safra agrícola, e o álcool combustível também colaborou com queda nos preços, por causa do excesso de produção.

O documento ressalta a aceleração dos preços no atacado, mas destaca a expectativa de continuidade de desaceleração dos preços varejistas neste mês, cuja projeção de IPCA é em torno de 0,45%. Acompanha, portanto, a tendência dos preços dos alimentos e reflete o esgotamento do impacto do reajuste das mensalidades escolares.

Os diretores do BC concluíram que a manutenção do atual nível da taxa básica de juros e da taxa de câmbio (no dia da reunião estava em R$ 2,91), as projeções de inflação ficam abaixo da meta de 5,5% para este ano, e menores que a meta de 4,5% para 2005. Parecer que contraria as expectativas do mercado que, em pesquisa semanal do próprio BC junto a quase cem consultores econômicos, aponta projeções de inflação acima das metas.

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